Após assassinato de dois policiais militares, força-tarefa da PM ocupa Jaguaretama

Patrulhas do BPRaio já estão na cidade FOTO: WhatsApp
Com o atraso de uma semana,  após a morte de um policial, uma sequência  de execuções sumárias e outros episódios  de violência, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social  (SSPDS) decidiu, finalmente, montar uma força-tarefa para ocupar o Município de Jaguaretama, no Vale do Jaguaribe (a 241Km de Fortaleza).

Na manhã de quinta-feira (25), os primeiros efetivos de reforço que vão integrar a operação  policial chegaram àquela cidade, onde deverão permanecer por tempo indeterminado. São militares pertencentes aos batalhões de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), de Divisas (BPDiv), de Policia de Choque (BpChoque) e de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE), que contarão, se necessário, com o apoio de um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).
O clima em Jaguaretama ainda é de muita tensão. Em menos de dois meses, dois militares foram assassinados ali por bandidos. O primeiro caso aconteceu na noite de 7 de janeiro, quando o soldado Hudson Danilo de Oliveira, 26 anos, foi atingido por um tiro de fuzil disparado por criminosos que praticavam um assalto com reféns em uma fazenda da zona rural. A PM havia sido acionada pelos moradores e quando a patrulha chegou na fazenda, acabou recebida a tiros pelos assaltantes. Hudson morreu dois dias depois, em Fortaleza.
Violência
Há uma semana, o comandante do Destacamento da PM, subtenente Carlos Herbênio Almeida Bezerra, 38, foi executado sumariamente por dois pistoleiros quando fazia cooper. Eram 6 horas do dia 19, quando o militar caiu numa emboscada na sede do Município.
Desde então, o clima em Jaguaretama ficou ainda mais violento. No mesmo dia da morte de Herbênio, dois corpos foram encontrados carbonizados no interior de uma caminhonete Montana na estrada que dá acesso à localidade de Lagoa da Pedra, na zona rural. Na madrugada seguinte, duas casas foram invadidas por desconhecidos e dois homens, identificados como Emanoel Vanglei Silva Martins e Pedro Nascimento Silva Neto, assassinados a tiros.
Ainda nos dias seguintes, policiais que permaneceram no Município relataram que estavam sob ameaças dos criminosos. A viúva do subtenente Herbênio, delegada da Polícia Civil e que era a titular da delegacia da mesma cidade, teve que ser transferida para outro local de trabalho.  Ela também passou a ser ameaçada.
Por FERNANDO RIBEIRO

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