segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Jaguaruana, Limoeiro, e Quixeré estão com alto risco transmissão da doença de Chagas

O Ceará possui 25 municípios
considerados de alto risco para a
transmissão da doença de chagas, pelo grande índice de infestação do Triatoma Brasiliensis, conhecido como barbeiro, vetor da doença que acometeu oito pessoas em Redenção, em 2006; e 2008, em Sobral, segundo o Programa de Controle Estado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (existem 162 espécies de vetores, destas, nove vivem cinco representam importância epidemiológica, capazes de transmitir a doença. A velha imagem de Barbeiro em casas de taipa, no Interior, tem ficado para trás, já que estudos apontam também a insetos nas cidades. Ainda segundo a OMS, 2 a 3 milhões de pessoas no mundo são vítimas da doença difícil é saber quem são e onde estão, já que grande número é crônico, ou seja, a vítima carrega anos, sem detectar.
Para reforçar as ações de combate ao barbeiro, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), por meio Controle de Vetores (Nuvet), realiza, nesta segunda-feira
(15), a Oficina de Implantação da Rede da Suscetibilidade das Populações Triatomínicas Brasileiras aos Inseticidas. Participarão da oficina coordenadores endemias e supervisores de campo dos 25 municípios selecionados para início das ações. “A trabalharmos inicialmente com 100 localidades que têm o índice de prevalência”, diz a assessora técnica pelo Programa de Controle da Doença de Chagas, bióloga Cláudia Mendonça.
A principal causa da doença de chagas no Brasil é a transmissão vetorial e, segundo a assessora classificação dos municípios foi feita segundo os critérios de vulnerabilidade social e ecológica, onde para transmissão vetorial. Além do Nuvet no Ceará, outros dois laboratórios brasileiros foram selecionados monitoramento, o laboratório da Universidade de Brasília (UnB) e o da Superintendência de Controle Mogi Guaçu (SP). “Para a implantação da rede de monitoramento, a oficina é a primeira etapa, com coordenadores de endemias e supervisores de campo. Em seguida, serão realizadas as visitas domiciliares, dos insetos e testes em laboratório para avaliar se há resistência ao inseticida”, explica Cláudia.
Como ainda não há vacina contra a doença de chagas e sua incidência está diretamente relacionada habitacionais, a melhor forma de prevenção é o combate direto ao transmissor, que prolifera em sujos e com frestas. Entre as medidas que podem garantir relativa segurança estão manter a casa limpa, e bem arejada, aplicar inseticidas e utilizar a proteção de telas em portas e janelas, principalmente rurais.
25 municípios são considerados de alto risco para transmissão: Hidrolândia, Irauçuba, Massapê, Sobral, Benedito, Boa Viagem, Banabuiú, Solonópole, Milhã, Jaguaretama, Jaguaruana, Jaguaribe, Limoeiro Quixeré, Arneiroz, Parambu, Independência, Ipaporanga, Baixio, Orós, Umari, Cariús, Quixelô e Tauá.

Diário do Nordeste

Nenhum comentário:

Postar um comentário