domingo, 20 de março de 2016

Após implantação de faixas exclusivas, Bezerra de Menezes virou "Avenida da Morte'. Já são 16 óbitos em acidentes.

quinta-feira 17.3.2016 B 011
Na quinta-feira, uma jovem morreu em uma colisão. A moto ficou debaixo do ônibus (ver detalhe)
Subiu para 16 o número de pessoas mortas em acidentes na Avenida Bezerra de Menezes após aquela importante via de mobilidade urbana de Fortaleza se transformar em um dos principais corredores do transporte coletivo da Capital, com faixas exclusivas para ônibus.
A mais recente vítima do desastre foi a jovem Luana Duarte de Sousa, de apenas 20 anos. Na manhã da última quinta-feira, ela acabou morrendo durante a colisão de sua motoneta com um ônibus da empresa Veja que fazia a linha Antônio Bezerra-Papicu (Expresso).
O desastre ocorreu na esquina da Bezerra de Menezes com a Rua Padre Anchieta, no bairro São Gerardo (zona Oeste).  Luana, funcionárioa de uma auto-escola, foi colhida pelo coletivo que seguia no sentido Caucaia-Centro. Ela chegou a ficar debaixo do ônibus e arrastada por cerca de 100 metros, tendo morte imediata.
Perigosa
A Avenida Bezerra de Menezes tornou-se a mais perigosa da Capital e recordista no número de acidentes com mortos e feridos em Fortaleza. A via passou por uma total reformulação entre os anos de 2013 e 2014, se transformando num corredor composto por 10 estações de embarque e desembarque para as linhas que dispões de coletivos de maior porte, os chamados ônibus-sanfona (com dois carros).
Já para o embarque e desembarque dos ônibus comuns, as paradas também foram fixadas no canteiro central, por onde também passa a ciclovia. De cada lado da avenida são quatro faixas de tráfego, sendo duas exclusivas para os ônibus e as demais para o restante de todos os veículos que formam o pesado tráfico diário.
Mais recentemente, a Prefeitura de Fortaleza transformou duas vias  paralelas à avenida (as ruas  Azevedo Bolão e Gustavo Sampaio) em um binário alternativo para desafogar a Bezerra de Menezes nos dois sentidos.  As duas também possuem ciclovias.
Contudo, mesmo com uma sinalização intensa e fiscalização de agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), a Bezerra de Menezes tem sido palco constante de atropelamentos e colisões que deixam pessoas gravemente  feridas ou em óbito.  Os números mostram que a via se transformou numa verdadeira “avenida da morte”.

Por FERNANDO RIBEIRO

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