sexta-feira, 8 de abril de 2016

Cearense é um dos cinco brasileiros aprovados para estudar no Japão

cearense de Fortaleza Hygison Brandão, de 21 anos, foi um dos cincobrasileiros - entre 300 inscritos no País - escolhidos para cursar uma graduação no Japão, onde desembarcou na última terça-feira, 5.

Filho de uma professora de português e de um professor de química, o jovem conta que a aprovação para estudar Engenharia Eletrônica no País oriental veio após a superação de quatro etapas: primeiro uma prova, seguida de uma entrevista, uma concorrência mundial e, por fim, a escolha de uma universidade para estudar japonês e disciplinas de exatas durante um ano, antes de cursar Engenharia Eletrônica.  

O processo seletivo foi promovido pelo Consulado Japonês no Brasil, por meio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT).

Hygison conta ainda que demorou a se dar conta de sua aprovação. "Eu fiquei mais parado do que pulando. Fiquei pensando, esperando cair a ficha e, no decorrer do dia, fui ficando feliz", comemora.


Apesar de ainda não falar japonês, o estudante assegura que nestes poucos dias em que está no País, está sentindo fácil se adaptar ao novo estilo de vida e cultura.  

"Os japoneses e meus amigos de faculdade sempre me ajudam bastante. Quando se chega em um lugar onde as coisas funcionam perfeitamente e as pessoas são legais, fica fácil gostar", relata Hygison que também acreditava encontrar dificuldade para se alimentar no País.

"Mas encontrei um lugar dentro do campus que vende comida muito gostosa e barata. Uma refeição que me deixa satisfeito seria uns 300 ienes (¥)".

De acordo com ele, além de custear as passagens de avião, o governo japonês concede uma bolsa mensal de ¥ 117.000 (ienes), valor correspondente a cerca de R$ 3.900, com a qual o jovem paga suas despesas diárias como alimentação, higiene, locomoção, material para estudo e vestuário.   

Ao saber da aprovação no processo seletivo, Hygison decidiu abandonar o curso no Instituto Militar de Engenharia (IME), onde permaneceu por apenas dois meses.  

"Foi uma experiência muito boa (IME), mas o nível do curso oferecido pelo Japão é bem elevado. A oportunidade de estudar fora com tudo pago não aparece duas vezes. E eu poderei sair fluente em japonês", avalia o jovem que ainda tem pretensão de fazer mestrado e doutorado fora do Brasil.


O Povo Online

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