terça-feira, 5 de julho de 2016

Capitão Wagner denuncia família que banca quadrilhas de assaltantes em Quixadá e quer viaturas blindadas


 05/07/2016

C.Wagner disse temer pela vida dos PMs que sobreviveram ao ataque em Quixadá

Em um discurso veemente na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira (5), o deputado estadual Capitão Wagner (PR), denunciou a precariedade de trabalho dos policiais militares que trabalham em destacamentos, companhias e batalhões da PM no Interior do Ceará, e anunciou que vai requerer a aprovação de uma lei que determine ao governo a blindagem dos pára-brisas das viaturas. E denunciou uma família ligada à política do sertão Central que estaria financiando o crime naquela região.

“Isso é o mínimo”, disse o parlamentar ao citar que o poder bélico dos criminosos supera em muito ao dos policiais.  Wagner citou o recente caso de três militares que foram mortos num confronto com uma quadrilha de assaltantes no Município de Quixadá, no Sertão Central do Estado (a 154Km de Fortaleza).  

“Temo pela vida dos policiais que sobreviveram”, afirmou o parlamentar, informando que os PMs moram em Quixadá e que podem sofrer represálias dos bandidos que também são daquele Município e que estariam sendo bancados pela quadrilha dos irmãos conhecidos como “Pipocas”, criminosos que hoje têm prestígio político na região, chegam a financiar campanhas eleitorais e têm poder de até impor nomeações em cargos nas prefeituras.

Armas

Conforme Wagner, ficou mais que evidenciada a desigualdade do poder de fogo dos criminosos e dos militares. Segundo ele, o Estado poderia corrigir esta distorção, pois, conforme revelou, na Reserva de Armamento do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) há armas de grosso calibre disponíveis, mas que não são repassadas aos militares das unidades do sertão cearense.

Por FERNANDO RIBEIRO 

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