segunda-feira, 25 de julho de 2016

Descaso e descontrole do governo com o sistema penitenciário no Estado do Ceará

O sistema de unidades carcerárias locais vive momentos de uma crise aguda de indisciplina em que as fugas se tornaram uma perigosa rotina. Desde maio último, quando uma mega-rebelião atingiu  simultaneamente seis presídios da Região Metropolitana de Fortaleza, a entrada de telefones celulares foi praticamente “liberada” nas cadeias.

Uma foto publicada nas redes sociais neste fim de semana mostra dezenas de detentos de uma das Casas de Privação provisória da Liberdade (CPPLs) usando seus aparelhos no pátio da cadeia. O que chama a atenção é a quantidade de  presos falando ao mesmo tempo em seus aparelhos.  Estima-se que cada celular entre nos presídios ao custo de R$ 1 mil para o detento ou sua família.

Na última varredura realizada em uma das casas de custódia, a Polícia Militar e os agentes penitenciários recolheram cerca de 500 aparelhos, fato que ensejou o início de uma rebelião precedida de manifestação dos parentes dos presos, que chegaram a bloquear uma das pistas da BR-116, no Município de Itaitinga.

Fácil, fácil

A forma disseminada como os celulares chegam nas mãos dos detentos cearenses tem feito o estado um dos principais  na aplicação de golpes virtuais contra cidadãos em todo o País.

De celular nãos mãos, os presos praticam extorsão, simulam seqüestros virtuais, aplicam golpes de falsa premiação, além de determinar assassinatos e comandar o tráfico de drogas na Capital e sua zona  metropolitana.

A proposta de implantação de bloqueadores de sinal de celular nos presídios cearenses, através de uma lei já aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Camilo Santana (PT), ainda não saiu do papel.

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