terça-feira, 26 de julho de 2016

Vídeo confirma a "farra" de telefones celulares nas mãos de detentos dentro dos presídios da Região Metropolitana de Fortaleza

A “farra” de celulares nos presídios cearenses continua incontrolável. Depois de fotografias que foram postadas nas redes sociais mostrando dezenas de presos falando em seus aparelhos, a Secretaria da Justiça e da Cidadania informou oficialmente à Imprensa que “vai investigar o fato” e adotar providências. Agora, além das fotos já publicadas, surgiram outras e também um vídeo sobre o mesmo assunto.
Nas imagens, dezenas de presos apareceram vestidos com as fardas tradicionais  distribuídas aos internos do Sistema Penitenciário do Ceará.  São camisetas brancas e calções  nas cores verde limão e laranja.
No vídeo, são dezenas de detentos circulando livres por um pátio de uma das Casas de Privação Provisória da Liberdade (CPPLs), instaladas no Município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Investigar?
Segundo a nota distribuída á Imprensa pela Sejus nesta segunda-feira (25), após a publicação das fotos pela Imprensa, a instituição deverá  acionar o seu setor de Inteligência para averiguar a “veracidade” da denúncia e, ainda, identificar onde aconteceu a cena fotografada. A princípio, circulou a informação de que seria na Casa de Privação Provisória Professor Clodoaldo Pinto, a CPPL Dois (2).
No entanto, a direção daquela casa informou que os presos da unidade estão todos já trancafiados novamente nas celas, após as reformas. Já em outras unidades, os detentos continuam sem tranca, isto é, livres nos pátios, corredores e vivências, já que durante as últimas rebeliões todas as grades foram arrancadas.
Há duas semanas, cerca de 500 telefones celulares foram apreendidos durante uma vistoria feita na CPPL 2 por policiais do Batalhão de Choque da PM junto com os agentes penitenciários.  O fato levou os presidiários a deflagrar um motim, enquanto seus familiares realizaram uma manifestação em frente à unidade, chegando a bloquear a BR-116. 

Blog Fernando Ribeiro

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