quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Presos vendiam cachaça artesanal por até R$ 500 dentro de cadeia

Foto: Tribuna do Ceará - reprodução Whatsapp
Uma vistoria realizada por agentes de segurança na cadeia pública do município de Quixadá, localizado a 168 quilômetros de Fortaleza, revelou um enorme comércio ilegal de bebidas alcoólicas dentro da unidade.
Após denúncias de familiares de presos, os agentes encontraram cerca de 180 litros de cachaça artesanal dentro das celas, na quarta-feira (17).
Conhecido popularmente como “goró”, o produto era vendido livremente dentro da unidade. “Recebemos uma denúncia de uma das mães dos presos dizendo que o filho dela estava consumindo muita cachaça e estava devendo muito dinheiro a uma pessoa que estava vendendo a bebida aqui de dentro”, admitiu o diretor da cadeia, Mário Sérgio, em um vídeo que circula nas redes sociais.
Ainda conforme o diretor da unidade, a garrafa de 500 ml era vendida por R$ 250 e a de 1 litro por R$ 500. “Jamais iremos permitir esse tipo de atitude ilícita dentro da unidade. Pegamos 180 litros de goró aqui dentro. Isso tudo entra porque existe uma flexibilização do que entra na unidade e por causa da superlotação da cadeia”, contou. 
Na tentativa de esconder a cachaça durante a vistoria, os presos se rebelaram, gerando um motim. Com a confusão, uma das celas onde o produto foi encontrado ficou danificada. No fim da noite desta quarta, pelo menos 30 detentos foram transferidos para outras cadeias na Região Metropolitana de Fortaleza.
Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria de Justiça do Estado (Sejus), mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.
Superlotação
Com capacidade total para 80 presos, a unidade comporta atualmente, segundo o diretor, cerca de 240 detentos. “Não há mais espaço físico para isso. A cadeia não comporta mais a população carcerária. Estamos conversando com a Secretaria de Justiça para tentar uma solução, tendo em vista que a Sejus olha com bons olhos para os presídios de Quixadá e sempre vem buscando uma solução para resolver o problema da unidade”, completou.
Fonte: Tribuna do Ceará

Nenhum comentário:

Postar um comentário