sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Trio preso no Ceará fingia ser da polícia, falsificava e vendia distintivos

Centro, Messejana e Maracanaú eram algumas das áreas de atuação.
Homens se utilizavam do material para entrar em eventos e pegar ônibus.

Polícia apreendeu cerca de 500 documentos (Foto: Marina Alves/TV Verdes Mares)
Três homens que se passavam por policiais, além de serem suspeitos de falsificação de distintivos e documentos como identidades profissionais da Polícia Civil, foram presos no Ceará. Com eles, foram apreendidos cerca de 500 itens. De acordo com a polícia, eles cobravam R$ 500 por diversos objetos, e também se utilizavam do material para burlar fiscalizações e entrar em locais como casas de show.


Eles foram presos na noite da quarta-feira (17) e nesta quinta-feira (18), em três locais diferentes: em frente à delegacia de Maracanaú, em um escritório no Centro, e próximo ao 30º Distrito Policial, no Bairro São Cristóvão. As informações foram divulgadas em coletiva nesta sexta-feira (19).

De acordo com o inspetor chefe do 30º DP, Rodrigo Miaggy, a polícia chegou ao trio depois da prisão de um grupo de traficantes, há um mês, com cerca de 50 mil comprimidos de Artane, droga que costuma ser utilizada utilizada no golpe conhecido como “boa noite cinderela”. "Eles tinham em poder deles distintivos. Passamos a investigar a origem e chegamos até esses três".


Entre os documentos, estavam centenas de carteiras de investigador criminal, identidades profissionais da polícia civil, distintivos da polícia, de agente da infância e da juventude, do poder judiciário, réplica de camisas.


"São materiais bem feitos. Eles mesmos confeccionavam artesanalmente, emitiam certificados. Cada qual tinha uma área de atuação específica: no Centro, na Messejana e em Maracanaú", descreve o inspetor. Um dos suspeitos já tinha passagem pela polícia.


O delegado Márcio Rodrigo Gutierrez acrescenta que os homens "se utilizavam desse artifício para se passar por policiais, e para ludibriar fiscalização, agentes de transito, e inclusive para entrar em locais como casas de show, utilizar ônibus sem pagar passagem. A gente ainda não sabe o tamanho dessa organização, ate onde vai a utilização", explica.


Os homens seguem presos no 30º DP e vão responder por estelionato, falsidade ideológica, usurpação de função pública, associação criminosa e utilização e falsificação de sinal público.


Fonte: G1-CE

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