quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ceará registra mais de 4 mil casos de violações contra idosos

DIREITOS HUMANOS

Ceará registra mais de 4 mil casos de violações contra idosos

Em 2015, os principais desrespeitos sofridos pela população idosa foram a violência doméstica, a exploração patrimonial e o abandono

Em 2015, os principais desrespeitos sofridos pela população idosa foram a violência doméstica, a exploração patrimonial e o abandono FOTO: Kid Júnior

Apesar do progressivo envelhecimento da população brasileira, o desrespeito aos direitos dos idosos ainda representa um grande desafio. Só no ano de 2015, a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Ceará registrou 4.485 casos de violações ao bem-estar da população da terceira idade. 

Desse total, a violência domésticaainda é a realidade mais enfrentada, com 68% dos casos notificados, seguida pela exploração patrimonial (18,1%) e pelo abandono (6,4%). Os dados são do Censo e Mapa de Riscos Pessoal e Social do Estado do Ceará (Cemaris), referentes ao ano de 2015. 

Para reverter a situação, a presidente do Ceas-Ce e Orientadora da Célula de Assessoramento aos Municípios da STDS, Silvana Simões, coloca a necessidade de despertar a população para a importância da garantia de direitos à pessoa idosa. "Precisamos fazer com que as pessoas entendam a importância do idoso. É uma pessoa que precisa ser cuidada e respeitada", afirma. 

Dia do Idoso

Para tratar de tais questões, bem como discutir outros assuntos que envolvem a nova realidade e as condições do idoso no Ceará, o Fórum Cearense de Políticas Públicas para o Idoso (Focepi), realiza, no dia 30 de setembro, o IV Encontro em Defesa dos Direito da Pessoa Idosa, em alusão ao Dia Internacional do Idoso, lembrado no dia 1º de outubro. O movimento acontece na Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, a partir das 8h.

"Nós que trabalhamos diretamente com as políticas de assistência ao idoso, percebemos a urgência de encontros como este em nosso Estado. Precisamos ressignificar o que é ser idoso em nosso País, e isso começa dentro de casa. Nossa luta por uma mudança de mentalidade é diária e estar na rua é uma forma de intimar a nossa sociedade para construirmos, juntos, uma realidade em que a pessoa idosa tenha assegurado seus direitos e para que possamos enquanto cidadãos, envelhecer com qualidade, sem o medo do abandono, da violência e da exploração patrimonial", ressalta Silvana Simões. 

© Diário do Nordeste

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