sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Esposa e irmão de acusado de matar Rakelly afirmam que não viram a menina no sítio no dia do crime

DEPOIMENTO

Esposa e irmão de acusado de matar Rakelly afirmam que não viram a menina no sítio no dia do crime

Depoimentos foram prestados nesta quinta (29) na Delegacia Regional de Sobral; inquérito deve ser concluído em breve
   
Caseiro confessou ter estuprado e matado a menina enquanto os familiares dormiam e não suspeitavam de nada

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob coordenação da Delegada Socorro Portela, ouviu quatro familiares de José Leonardo Vasconcelos Gracindo, conhecido como “Zé”, principal acusado de matar e estuprar a menina Rakelly Matias Alves, de apenas oito anos. Os depoimentos foram prestados nesta quinta-feira (29), naDelegacia Regional de Sobral.

A decisão de ouvir os familiares em Sobral faz parte das investigações e pela necessidade dos depoimentos para a conclusão do inquérito, que tem o prazo de dez dias para ser remetido ao Poder Judiciário. Na terça-feira (27), a Justiça decretou a prisão preventiva do caseiro.

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Um dos irmãos de Zé — que morava na fazenda onde foi encontrado o corpo da menina — e a esposa do acusado, identificada como De Jesus, afirmaram que não viram Rakelly no sítio no dia do crime e negaram participação na ação. O filho do caseiro, que era amigo da menina,  falou na presença do Conselho Tutelar, por ter apenas onze anos. Também foi ouvido outro irmão do acusado, apesar dele não morar na propriedade. A família está em Sobral por cumprimento de uma medida de segurança.

Em detalhes divulgados pela DHPP, em coletiva de imprensa na última segunda-feira (26), “Zé” afirmou para a Polícia que cometeu os crimes sozinho na casa grande do sítio, localizado em Itaitinga,enquanto os familiares dormiam e não suspeitavam de nada.Segundo o acusado, o estupro foi motivado por um  'instinto' sexual e os demais atos foram feitos para  "esconder aquele abuso".

 

O suspeito foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável, homicídio e ocultação de cadávere, se condenado, pode pegar até 43 anos de prisão.

   
© Diário do Nordeste

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