domingo, 25 de setembro de 2016

Guaramiranga. População reduz pela metade em 11 anos

Guaramiranga. População reduz pela metade em 11 anos

CAMILA DE ALMEIDA

Eduarda Talicy

Guaramiranga é uma cidade que anseia a sexta-feira. Não pela possibilidade de descanso, como em outros lugares. Longe da calmaria dos dias de semana, é na sexta-feira que a cidade acorda. Pousadas preparam-se para receber os visitantes, restaurantes abrem as portas e os produtos artesanais finalmente ganham lugar nas bancadas. A Cidade no Maciço de Baturité, ponto turístico e de estadia para veraneio, teve a população reduzida pela metade, de 2006 para 2016, e vive à espera de gente para manter a economia.
Em 11 anos, a população de Guaramiranga foi reduzida em 39,71%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme levantamento, o total de habitantes em 2006 era de 6.025 pessoas. Agora, baseado em estimativa para 2016 do IBGE, a população é de 3.632 habitantes. No ano passado, o registro foi de 3.720 pessoas — 88 a mais que neste ano.
 
Outro ponto que chama a atenção na Cidade é que o número de eleitores, segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é maior que o número de habitantes. De acordo com dados de agosto deste ano, existem 5.728 eleitores em Guaramiranga e 77 zonas eleitorais. São cerca de dois mil eleitores a mais que a população estimada 
pelo IBGE.

Sem oportunidade
Enquanto uns nutrem — e realizam — o anseio de ter casa de veraneio e poder passar fins de semana no alto da Serra, outros se veem afastados da terra natal em busca de melhores oportunidades de vida. Janaína Freitas, 23, vendedora de produtos artesanais em uma banca na Praça Central, afirma que o principal motivo para a saída da população do Município é a busca por melhores oportunidades de educação e emprego. “Nossas únicas opções aqui são uma vaga na Prefeitura ou trabalhar com o turismo — e não tem lugar para todo mundo”, conta.
 

Ela só trabalha aos fins de semanas e lembra que a principal atividade econômica do local era a agricultura. “Onde eu morava o clima era maravilhoso, tinha uma mata linda. Foi tudo desmatado”, lamenta.

Fonte O POVO.

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