sábado, 3 de setembro de 2016

Morte durante abordagem policial em Fortaleza é investigada

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu inquérito para investigar a morte de uma mulher identificada apenas como Marilene, que foi morta com um tiro na cabeça durante abordagem policial. O caso aconteceu na comunidade da Embratel, no Caça e Pesca, por volta das 10 horas de ontem. O caso gerou revolta entre os moradores, que resolveram protestar bloqueando a avenida Dioguinho, uma das principais vias da Praia do Futuro. 

O POVO apurou que existem duas versões sobre a ação. Uma delas é dos moradores da comunidade, que dizem ter testemunhado uma execução. Conforme uma testemunha, que pediu para não se identificar, a mulher seria da Comunidade dos Cocos e ia a uma festa de aniversário no local onde a composição da Força Tática de Apoio (FTA), do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), de número 2010, realizava abordagem.

Marilene estaria varrendo uma calçada e continuou o serviço, mas foi orientada pelos policiais a parar o que estava fazendo. Ela não teria acatado a ordem e foi baleada por um policial. O tiro atingiu a cabeça da vítima. Segundo moradores, o policial responsável pelo disparo é conhecido como Chinês pelos moradores.

Segundo a fonte, os moradores foram obrigados a colocar a mulher dentro da viatura para ser socorrida, mesmo sendo constatado que ela estava morta. Em protesto, a comunidade queimou pedaços de madeira bloqueando a avenida Dioguinho, por volta das 11 horas. A manifestação terminou às 14 horas. Aproximadamente sete viaturas da Polícia Militar e uma do Corpo de Bombeiros acompanhavam o protesto.

Polícia 

A versão dada pelos policiais militares é de que realizavam uma busca de armas e a vítima passava varrendo por entre os suspeitos e a composição do BPTur. Os policiais dizem que ela estava sob efeito de álcool e teria sido orientada a parar de varrer. No entanto, ela se recusou e bateu com o cabo da vassoura na mão que o policial segurava a arma. A ação teria feito com que o PM disparasse acidentalmente, atingindo a cabeça da mulher. 

Por meio de nota, a SSPDS reafirmou a versão dos policiais, de que o tiro foi acidental. “Uma mulher teria chegado gritando com os agentes e ameaçando-os com um cabo de vassoura. Os policiais afirmaram que, em um movimento brusco, a mulher atingiu a mão de um dos policiais que estava segurando uma arma, que disparou”, divulgou.

Conforme o órgão do Governo, a mulher foi encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), Centro, mas não resistiu aos ferimentos. Os policiais se apresentaram espontaneamente e foram ouvidos na sede da DHPP, pela delegada Socorro Portela, responsável pela abertura do inquérito. A arma do policial foi apreendida. Uma das pessoas abordadas pela composição prestou depoimento na delegacia como testemunha.

O corpo da mulher foi levado à sede da Perícia Forense e seria submetido a exame “toxicológico para atestar a condição relatada pelas testemunhas”.

Fonte: O povo on-line

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