segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ONU contabiliza 139 mortos em série de ataques

 

SÍRIA

ONU contabiliza 139 mortos em série de ataques

26/09/2016 | 08:50h

 
A ONU afirmou, ontem, durante reunião de emergência, que pelo menos 139 pessoas morreram na última semana devido aos violentos ataques na zona leste de Alepo, no norte da Síria. A região vive a “pior semana” dos seis anos do conflitos armados que devastam o país. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a escalada de violência e a situação específica da cidade, que é bombardeada desde a última semana.

A reunião foi convocada por iniciativa dos Estados Unidos, da França e da Grã-Bretanha. Os países ocidentais criticaram a postura da Rússia e insistiram em que busque conter o governo de Bashar al-Assad em sua campanha de bombardeios nos bairros rebeldes de Alepo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou os novos ataques à cidade síria e disse estar ultrajado com o que chamou de “uma escalada militar aterrorizadora”. Ban Ki-moon afirmou ainda que Alepo enfrenta os bombardeios mais intensos desde o início do conflito, em março de 2011.

Em nota, o líder da ONU afirmou que, desde o anúncio pelo exército sírio de uma ofensiva para retomar o controle de Alepo, estão sendo registrados bombardeios aéreos com munição avançada e as maciças bombas anti-bunker, que atingem especialmente refúgios e locais de proteção de civis. Para ele, o uso aparente de armas indiscriminadas em áreas densamente populosas pode representar um crime de guerra.

“Crimes de guerra estão sendo cometidos em Alepo”, disse o embaixador da França, François Delattre, à imprensa, durante a reunião de emergência. “Logo quando pensávamos que as coisas não podiam ficar pior na Síria, ficaram”, concordou o embaixador britânico, Mattew Rycroft.

Os bombardeios de ontem foram desencadeados pela retomada por facções islâmicas rebeldes do campo de refugiados palestinos Handarat, que está em uma posição privilegiada ao norte de Alepo, em vias de abastecimento para o leste da cidade. No sábado, eles haviam sido retirados pelo exército sírio. Aviões de combate russos e sírios bombardeiam bairros de Alepo, enquanto mais de 250 mil pessoas estão presas em setores sitiados por grupos islâmicos que lutam entre si e contra o governo de Bashar Al Assad. (das agências)

Fonte O POVO

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