quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Entidades denunciam abandono do açude Cedro, em Quixadá

 

QUIXADÁ

Entidades denunciam abandono do açude Cedro, em Quixadá

06/10/2016

CAMILA DE ALMEIDA

Com apenas 0,20% da capacidade, o açude Cedro, em Quixadá, enfrenta também o abandono e descaso no entorno. O problema foi a principal abordagem de audiência pública realizada ontem, na Assembleia Legislativa do Ceará. Carência de atividade turística na área que abarca a Pedra da Galinha Choca e ocupações indevidas nos arredores do Cedro, uma Área de Preservação Permanente (APP), também foram dificuldades citadas por moradores da região durante o encontro. 

 

“Vários imóveis particulares estão sendo construídos. Até criação de gado tem. A gente precisa daquela área pro turismo. O Cedro é um açude tombado, um dos primeiros construídos no Estado. Está fechando por pessoas que não têm direito de fazer isso”, disse o presidente dos Movimentos Sociais da Defesa do Açude Cedro, Augusto Lúcio de Freitas.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Quixadá, Francisca Sousa, enfatiza as ocupações e pede um olhar mais atento para a localidade. “O ramo imobiliário está construindo mansões lá perto. Que impacto isso não vai fazer para o Município?”, questiona. De acordo com ela, propostas devem ser feitas e aplicadas com celeridade. “O Cedro pede socorro, e não é de agora”, pontua.

De acordo com Jaqueline Faustino, membro do Ministério Público do Estado (MPCE), existe uma “não comunicação” entre ações feitas pela União, Estado e Município na unidade de conservação. “A solução desse problema, como o MPCE vê, começa com (a prefeitura do) Município. É preciso adequar o seu zoneamento a essas realidades (de tombamento)”, afirma. Jaqueline sugere a criação de um plano diretor para o acompanhamento da área. O prefeito eleito em Quixadá, Ilário Marques (PT), também participou da reunião, que deve nortear práticas contra ao abandono do açude no Sertão Central.

(Caio Faheina/Especial para O POVO)

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Participaram também da audiência representantes do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), do Ministério Público Federal (MPF), além dos titulares das Secretarias do Meio Ambiente de Fortaleza (Sema) e do Estado (Semace). O encontro foi promovido pela Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cmads) e presidido pelo deputado estadual Renato Roseno (Psol).

 

Grupo de Comunicação O POVO

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