sábado, 1 de outubro de 2016

Taxa de desemprego sobe a 11,8% e atinge 12 milhões de brasileiros, aponta IBGE


ECONOMIA

Taxa de desemprego sobe a 11,8% e atinge 12 milhões de brasileiros, aponta IBGE

No trimestre encerrado em agosto do ano passado, o desemprego chegava a 8,7%, de acordo com dados da Pnad

29.09.2016 | ESTADÃO CONTEÚDO

 (FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER)

taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2016, o maior resultado já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,7%. No trimestre encerrado em julho deste ano, o resultado ficou em 11,6%. 

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O país alcançou o patamar recorde de 12,024 milhões de desempregados no trimestre encerrado em agosto, dentro da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um aumento de 36,6% em relação ao mesmo período de 2015, o equivalente a 3,220 milhões de pessoas a mais em busca de uma vaga.

A população ocupada encolheu 2,2% no trimestre encerrado em agosto, como consequência do fechamento de 1,991 milhão de postos de trabalho.

A taxa de desemprego só não aumentou mais porque a população inativa cresceu 1,3%, o que significa que 809 mil pessoas optaram por deixar a força de trabalho em vez de procurar emprego.

Perda de vagas

O Brasil perdeu 1,363 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano, segundo os dados da Pnad Contínua. O resultado equivale a uma redução de 3,8% no total de trabalhadores formais no setor privado no trimestre encerrado em agosto ante o mesmo período de 2015. Em dois anos, já houve o fechamento de 2,5 milhões de vagas com carteira assinada no setor privado, observou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento no IBGE.

Ao mesmo tempo, o setor privado contratou mais 122 mil pessoas sem carteira assinada, um avanço de 1,2% no total de ocupados nessa condição no período de um ano. O trabalho por conta própria ainda cresce nesse tipo de comparação, 0,4%, com 86 mil pessoas a mais. Já o trabalho doméstico avançou 1,4%, com mais 84 mil empregados no período de um ano.

Renda

 

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.011 no trimestre até agosto de 2016. O resultado representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 177 bilhões no trimestre até agosto, queda de 3% ante igual período do ano anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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