sexta-feira, 31 de março de 2017

11 MORTOS Justiça conclui interrogatórios sobre a chacina de Messejana, em Fortaleza. Onze pessoas foram mortas na chacina ocorrida em novembro de 2015. Quarenta e quatro policiais militares são suspeitos dos crimes.

Do G1 CE

Os últimos interrogatórios sobre a chacina da Messejana ocorrem desde as 9h50 desta sexta-feira (31), no 1º Salão do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. A audiência, presidida pelo Colegiado da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, ouve seis réus, que fazem parte do terceiro processo sobre o caso, encerrando a série de interrogatórios de acusados e depoimentos de testemunhas que vem acontecendo desde outubro de 2016.

Os interrogatórios do segundo e do primeiro processo foram encerrados, respectivamente, no dia dia 17 de março e final de janeiro. O primeiro processo já passou também pela fase de apresentação dos memorais escritos, na qual o Ministério Público do Ceará (MPCE) e a defesa dos réus, em sequência, trazem as alegações finais.

A segunda ação, por sua vez, está exatamente nesta fase, ainda aguardando os memoriais do Ministério Público e dos advogados  de defesa. Terminadas as alegações finais, o Colegiado da 1ª Vara do Júri de Fortaleza decide se pronuncia ou não os réus, os seja, decide se eles devem ou não ser julgados por um júri popular.

Em 17 de fevereiro foi encerrada a fase de oitiva de testemunhas das três ações sobre crime. Os processos tramitam em paralelo porque, em dezembro último, os autos originais foram divididos, a partir de decisões do colegiado.

Nelas, os juízes determinaram que parte dos réus migrasse para duas novas ações, com 18 acusados em cada, restando oito no processo inicial. Com a cisão dos autos, não foi necessário ficar aguardando a oitiva de todos os depoentes para dar sequência ao trâmite de cada ação separadamente.

Onze homicídios
A chacina se refere aos assassinatos ocorridos em novembro de 2015, no bairro Messejana, em Fortaleza. Ao todo, 11 pessoas foram mortas e sete vítimas de crimes distintos. A denúncia foi oferecida pelo MPCE contra 45 policiais militares. Logo que o edital de formação do Colegiado foi publicado, a denúncia foi recebida em relação a 44 deles e em seguida decretada a prisão preventiva dos envolvidos.

Considerada a maior da história do Ceará,  a chamada chacina de Messejana teria sido uma vingança pela morte do soldado da Polícia Militar Valtemberg Chaves Serpa, assassinado horas antes ao proteger a mulher em uma tentativa de assalto. Os homicídios foram registrados em um intervalo de aproximadamente quatro horas, em ruas dos bairros Curió, Alagadiço Novo e São Miguel, na Grande Messejana.

Quatro pessoas entre os mortos são adolescentes com menos 18 anos; outros três têm entre 18 e 19 anos de idade. Uma outra pessoa assassinada tem 41 anos, e apenas duas com passagem pela polícia: uma por acidente de trânsito e a outra por falta de pagamento de pensão alimentícia. “Disseram que era a polícia e eu deixei o meu filho sair. Deitaram ele no chão e, em poucos minutos, ouvi os tiros”, relata Edileudo Mendes, pai de uma das vítimas de apenas 17 anos.

Globo Comunicação e Participações S.A.

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