quarta-feira, 19 de abril de 2017

AMEAÇA TERMONUCLEAR Coreia do Norte diz que a guerra está próxima. Embaixador do país asiático rebate EUA afirmando que "guerra nuclear pode explodir a qualquer momento".


Ditador norte-coreano Kim Jong-Un tem exibido o poderio militar do país asiático e comunista, desafiando as autoridades dos Estados Unidos com testes de armas nucleares e ameaças à vizinha e capitalista Coreia do Sul Foto: AFP Ditador norte-coreano Kim Jong-Un tem exibido o poderio militar do país asiático e comunista, desafiando as autoridades dos Estados Unidos com testes de armas nucleares e ameaças à vizinha e capitalista Coreia do Sul ( Foto: AFP )

00:00 · 19.04.2017

Pyongyang/Tóquio/Washington. Um alto oficial da Coreia do Norte acusou, ontem, os EUA de criar "uma situação perigosa na qual uma guerra termonuclear pode explodir a qualquer momento".

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim In-ryong, descreveu os exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul como os mais agressivos possíveis e disse que seu país estava "pronto para reagir a qualquer tipo de guerra desejado pelos EUA".

A advertência de Kim ocorreu no mesmo dia em que o vice-presidente americano, Mike Pence, em visita à Ásia, garantiu ao Japão que Washington trabalharia em estreita colaboração com seus aliados na região para conseguir uma solução pacífica para a crise e desnuclearizar a península coreana.

A "aliança entre Estados Unidos e Japão é a pedra angular da paz e da segurança no nordeste da Ásia", declarou Mike Pence em um encontro com o primeiro-ministro nipônico Shinzo Abe.

Abe defendeu a busca de uma solução pacífica na crise com a Coreia do Norte.

"É muito importante desenvolver esforços diplomáticos e buscar uma solução pacífica", disse o chefe de governo japonês. "Ao mesmo tempo, apenas o diálogo pelo diálogo carece de valor e é necessário pressionar".

Pence desembarcou em Tóquio, ontem, após uma visita à Coreia do Sul, para abordar o tema da tensão com a Coreia do Norte após os testes de mísseis em março e abril, decididos pelo ditador Kim Jong-Un.

Sanções

As declarações do embaixador norte-coreano ocorrem um dia depois de Pence ter dito que nem seu país nem a Coreia do Sul irão tolerar novos testes nucleares e de mísseis. Pence afirmou que o país tentará "entrar em acordo com a comunidade internacional" para "aplicar mais pressão diplomática e econômica".

Mike Pence salientou que a abordagem anterior de "paciência estratégica" perante a Coreia do Norte "fracassou" e somente obteve "promessas descumpridas e mais provocações" por parte de Pyongyang.

Esta nova via, disse, começará com a tentativa de "unir forças da comunidade internacional", se referindo particularmente à China, Japão e Coreia do Sul, países que "mantiveram ao longo do tempo uma postura a favor da desnuclearização da península da Coreia".

Porta-aviões

A Marinha americana anunciou em 8 de abril que havia ordenado a um grupo aeronaval liderado pelo porta-aviões USS Carl Vinson "navegar para o norte" para dissuadir a Coreia do Norte de lançar um possível ataque.

O chefe do Pentágono, Jim Mattis, declarou em 11 de abril que o "Vinson" estava a caminho da península coreana, enquanto o presidente Donald Trump afirmou no dia seguinte que os Estados Unidos estavam "enviando uma armada muito poderosa".

No entanto, um oficial da defesa afirmou, ontem, que os navios permanecem ao largo da costa da Austrália. Uma foto da Marinha mostrava o 'Vinson' em frente à ilha indonésia de Java no fim de semana.

"Eles vão zarpar para o norte através do Mar do Japão nas próximas 24 horas", declarou o oficial, que não quis se identificar.

Ele indicou que a frota não chegará à região antes da próxima semana, uma vez que existem milhares de milhas náuticas entre o mar de Java e o do Japão.

Washington elevou o tom de sua retórica antes de um desfile militar e do lançamento fracassado de um míssil no fim de semana pela Coreia do Norte.

Pressão

Trump, elogiou os esforços da China para pressionar a Coreia do Norte, explicando que não iniciará neste momento uma guerra comercial com Pequim.

© Diário do Nordeste

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