domingo, 16 de abril de 2017

LEVANTAMENTO Depósitos de água representam mais de 50% dos focos de Aedes aegypti no CE. Cisternas, tambores e tanques são as principais fontes de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika.


14,64% dos focos identificados foram depósitos móveis, a exemplo de vasos e pratos, frascos com plantas e bebedouros de animais - Foto: José Leomar

Quase 57% dos focos de Aedes aegypti no Ceará são depósitos de água encontrados dentro das casas, como cisternas, tambores e tanques. Os dados, referentes aos meses de janeiro e fevereiro, estão presentes no primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) neste mês.

O estudo foi realizado em 135 municípios cearenses infestados pelo mosquito. Além de depósitos de água ao nível do solo, 14,64% dos focos identificados foram depósitos móveis, a exemplo de vasos e pratosfrascos com plantas e bebedouros de animais. Depósitos de água elevados ligados à rede, como caixas d'água, representaram 11,29% das fontes de infestação. 

O levantamento também encontrou 8,6% dos focos do vetor em depósitos fixos, tais como calhas, lages, ralos, sanitários em desuso, dentre outros. Lixo e resíduos sólidos somaram 5,94% das fontes do mosquito, enquanto pneus e outros materiais rodantes totalizaram 2,06%. Os focos com menor ocorrência foram os depósitos naturais, a exemplo de ocos de árvores e bromélias

Alerta

Os resultados do LIRAa de abril mostraram que 30,4% (41/135) dos municípios participantes do levantamento apresentaram alta infestação pelo mosquito, 40,2% (38/135) encontravam-se em situação de média infestação e 28% (56/135) tiveram índices considerados satisfatórios. 

As cidades com alta infestação por Aedes aegypti estão em risco de surto de doenças como dengue, febre chikungunya e zika. Já os municípios com média infestação representam estado de alerta

Das 184 cidades cearenses, 162 se enquadram nos critérios para a elaboração do estudo. Os 27 municípios que ainda não realizaram a pesquisa devem entregá-la até o fim de junho, caso contrário poderão perder recursos federais para ações de controle do mosquito. 

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