sábado, 8 de abril de 2017

CEARÁ Deputado Cabo Sabino acusa Ministério Público de chantagem ao manter PMs presos pela chacina do Curió. Deputado fez severas críticas à investigação que levou à prisão dos 44 policiais militares.


Deputado fez severas críticas à investigação que levou à prisão dos 44 policiais militares

“O Ministério Público faz chantagem em manter os policiais presos. Faz chantagem para que alguém confesse algo que não fez, que não praticou”. A declaração é do deputado federal cearense Cabo Sabino (PR), se referindo à prisão de policiais suspeitos de envolvimento na chacina do Curió.

O parlamentar participou, na manhã desta sexta-feira (7) do programa “Ceará News”, da Rede Plus de Rádio FM, e não poupou críticas à investigação que apura a morte de 11 pessoas e ferimentos em outras sete em novembro de 2015, uma matança que ficou conhecida como a Chacina do Curió. Quarenta e quatro policiais militares tiveram prisão preventiva decretada em agosto do ano passado e seguem atrás das grades até agora.

Para o parlamentar, não há provas da participação dos militares nos crimes. Ele alega que os PMs já deveriam ter sido postos em liberdade uma vez que a instrução criminal (fase processual em que são colhidas provas)  já foi encerrada.

“Eles (os PMs) não têm mais como interferir no processo, pois a parte da instrução já foi concluída. Todas as testemunhas já foram ouvidas. Eles não têm o que mudar mais nada, se quisessem mudar, ou mesmo pressionar testemunhas, teriam feito isso na fase do inquérito policial e não fizeram, porque eles não cometeram o crime”.

E continuou: “Lamentavelmente, o Judiciário quer dar uma resposta prendendo e tirando a liberdade de pessoas inocentes, porque prender o policial é mais fácil do que realmente identificar o bandido que matou”.

Outros assuntos

Durante a entrevista, Cabo Sabino também falou acerca da Reforma da Previdência e da sua atuação na defesa das garantias dos direitos dos policiais brasileiros. Frisou que as alterações no projeto original da reforma foram feitas pelo presidente Michel temer atendendo aos parlamentares compromissados com as categorias da Segurança Pública. Ele quer estender isto aos professores e profissionais da Saúde.

Falou também sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à proibição das categorias da Segurança Pública de fazer greve.

Jornalista Fernando Ribeiro Copyright 2016

Atentado contra ex-coordenadora do Sistema Penitenciário seria represália de facções à transferência de presos

Homicidômetro - Assassinatos no Ceará 2017 4.941 Atualizado em 18/12/2017   As imagens são nítidas e mostram os criminosos com fuzis e ...