quinta-feira, 6 de abril de 2017

CENTRO EDUCACIONAL PM apreende armas em unidade. Armas artesanais, celulares e carregadores foram recolhidos, ontem, no Centro Educacional.


Armas artesanais, celulares e carregadores foram recolhidos, ontem, no Centro Educacional

Armas artesanais, celulares e carregadores foram recolhidos durante uma vistoria realizada, na tarde de ontem, no Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider (Cecal). A operação foi feita a pedido do juiz titular da 5ª Vara da Infância e Juventude de Fortaleza, Manuel Clístenes, que visitou a unidade de internação na manhã desta quarta-feira (5). O magistrado foi averiguar o Centro Educacional após o início de rebelião, que ocorreu no começo da noite da última terça-feira (4) e levou 12 internos à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

Clístenes conta que ficou surpreso com o que encontrou. "O clima estava muito tenso lá". Ele disse que tinham celas para dois internos com cerca de nove. "Cabem 60 jovens lá e a última informação que eu tive estava com quase 100", revela.

Ele lembra que durante a passagem pela ala superlotada, os internos começaram a jogar objetos. "Ninguém se feriu gravemente, mas jogaram garrafas de dois litros cheias, canecas e pedras nas costas de alguns socioeducadores". Cinco internos foram identificados e levados para a DCA.

O magistrado pondera que em seis anos de vistorias nunca presenciou algo parecido. O juiz lembra que, durante a saída do Cecal, ouviu diversas ameaças dos detentos. "Na próxima vez nós vamos matar pelo menos um socioeducador", disse um dos jovens ao magistrado. Clístenes relatou o fato à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), que realizou a vistoria ainda na tarde de ontem.

Os 12 internos levados para a DCA na terça-feira retornaram para o Cecal ontem. "A situação está muito complicada lá", disse.

© Diário do Nordeste

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