sexta-feira, 21 de abril de 2017

"FROUXO" Crise provoca primeiro embate direto entre Wagner e Camilo. Crise na segurança pública do Estado provocou ontem o primeiro confronto entre o governador Camilo Santana (PT) e o deputado Capitão Wagner (PR).

Carlos Mazza Letícia Alves

Crise na segurança pública do Estado provocou ontem o primeiro confronto entre o governador Camilo Santana (PT) e o deputado Capitão Wagner (PR). Liderança da oposição que ascendeu em embates com o ex-governador Cid Gomes (PDT) e representante de policiais militares do Estado, Wagner ainda não havia sido alvo de ataques diretos de Camilo.

“É lamentável um parlamentar estar com essa molecagem. Isso é coisa de moleque, eu acho que quer se aproveitar do momento pra querer tirar vantagem política, infelizmente eu não vou entrar nesse jogo”, disse ontem o governador durante entrevista coletiva sobre os recentes ataques criminosos a coletivos em Fortaleza.

A fala ocorreu horas após Capitão Wagner subir à tribuna da Assembleia para criticar postura do governo sobre os episódios de violência. Segundo o deputado, o governo tem sido “frouxo” por não atuar para instalar bloqueadores de celulares em presídios do Estado.

“Não dá para ter um secretário de Segurança valente com um Governo frouxo, não. O secretário de segurança pode ser um super-homem que, sozinho, não vai sanar os problemas de segurança do Estado do Ceará”, disse Capitão Wagner.

O deputado estendeu críticas também para o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), e o vice-prefeito Moroni Torgan (DEM). “Da mesma forma que não dá para ter um vice-prefeito valente e um prefeito frouxo.”

“Criticaram uma proposta minha, quando concorri à Prefeitura de Fortaleza, no ano passado, em colocar profissionais da segurança nos coletivos. Será que os bandidos iriam agir se soubessem que existem profissionais da segurança à paisana nos coletivos?”, lembrou Wagner.

Camilo rebateu as críticas: “Frouxo é quem nunca pegou numa arma e foi combater um bandido no Ceará. É isso que, pra mim, é frouxo. O que está acontecendo é a reação às ações que o Governo tem tido pra enfrentar os criminosos, e nós vamos botar pra fora os criminosos do Estado do Ceará”, disse.

O petista prosseguiu: “Eu lamento esse tipo de oportunismo nesse momento do Estado do Ceará, isso é um desagravo ao povo de Fortaleza”. 

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, também rebateu as críticas. Classificando fala de Wagner como “equivocada”, ele destacou que ataques podem ter ocorrido em reação a ações do governo.

“A SSPDS é, inclusive, uma das secretarias com maior empenho do governador”, disse Costa, durante entrevista coletiva na tarde de ontem.

Relação conflituosa

Troca de acusações entre o deputado e o governador do Estado remonta à gestão Cid Gomes, onde se tornaram comuns embates entre os líderes. O conflito acabou sendo positivo para o parlamentar, que foi o deputado estadual mais votado de 2014.

 

Camilo Santana, no entanto, vinha evitando confronto direto com Wagner. Durante a campanha eleitoral, ataques ao parlamentar - que apoiou Eunício Oliveira (PMDB) em 2014 - costumavam vir de aliados de Camilo na disputa, especialmente os irmãos Cid e Ciro Gomes.

 

Saiba mais

Na sessão plenária da Assembleia, o líder do governo Camilo Santana, deputado estadual Evandro Leitão (PDT), afirmou que “não é justo desqualificar o Governo que está enfrentando de forma combativa o crime no Estado”.

Evandro Leitão enfatizou que os ataques de quarta-feira foram mais uma ação de bandidos querendo intimidar o governador e o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa.

O deputado afirma: “Quando o secretário de Segurança assumiu, causou insatisfação nos criminosos. Dizer que não existe ação do Governo, querendo desqualificar suas ações, não é justo”, apontou.

Para Capitão Wagner, governo precisa “deixar de mídia” e focar na elaboração de um plano de segurança pública a longo prazo.

 

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