quinta-feira, 27 de abril de 2017

ESTADO DO CEARÁ Negociação para fim dos atentados em Fortaleza teve até comemoração no presídio. A negociação isolou no Carrapicho os detentos membros da facção Guardiões do Estado (GDE).

A negociação isolou no Carrapicho os detentos membros da facção Guardiões do Estado (GDE)

O recente acordo fechado entre bandidos de uma facção criminosa  e representantes do Estado foi intensamente comemorado nas galerias de um dos presídios mais superlotados e tensos da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o Carrapicho, localizado nas proximidades do Lixão de Caucaia.

O presídio estadual, cuja denominação oficial é Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal, abriga, atualmente, mais de mil detentos e cerca de 70 deles se dizem integrantes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE).  Um vídeo postado nas redes sociais mostra a comemoração deles após o acordo que possibilitou separá-lo dos demais presos membros de duas facções rivais, a Família do Norte (FDN) e o Comando Vermelho (CV).

Atentados

Os presos aparecem sendo liderados por dois jovens. Todos rezam e gritam e respondem aos gritos de guerra da facção que teria sido a responsável por ordenar a onda de atentados em Fortaleza e na RMF na semana passada. O acordo foi cumprido, porém, em parte. Na verdade, a GDE está reclusa, em sua quase totalidade, noutro presídio da Grande Fortaleza, a Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Clodoaldo Pinto, a CPPL 2, integrante do Complexo Penitenciário  em Itaitinga.

A demonstração de força da organização criminosa deixou as ruas de Fortaleza vazias por, ao menos, dois três da semana passada (quarta, quinta e sexta-feiras), somente voltando à normalidade no sábado, com o fechamento do acordo de uma futura transferência e o imediato isolamento da GDE das demais facções presentes no Carrapicho.  

O governador Camilo Santana (PT) negou ter feito o acordo. “O Governo não recuará um milímetro”, bradou. No entanto, o Ministério Público Estadual, através da Procuradoria Geral de Justiça (PGR), confirmou. Um grupo de promotores de Justiça esteve no presídio e dialogou com os detentos buscando uma solução para o entrave.

A presença dos representantes do MP aconteceu no fim de semana e, sintomaticamente, na segunda-feira, os membros da facção postaram nas redes sociais um “salve Geral” (comunicado) conclamando aos membros da GDE que estão fora das cadeias a cessar os atentados, principalmente a queima de ônibus do transporte coletivo da Capital. De lá até agora não foram registrados mais incidentes.

Jornalista Fernando Ribeiro Copyright 2016

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