sábado, 8 de abril de 2017

GOLPE NA PREVIDÊNCIA Empresário e contador presos. Na ‘Operação Viúvo Negro’ foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva


Na ‘Operação Viúvo Negro’ foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva

Através da ‘Operação Viúvo Negro’, a Polícia Federal (PF) desarticulou, ontem, uma quadrilha especializada em fraudar benefícios previdenciários em municípios cearenses. A ação resultou na prisão de dois homens - um empresário e um contador - cujas identidades não foram divulgadas. Em parceria com outras 15 pessoas, os mentores do esquema teriam obtido lucros de aproximadamente R$ 5 milhões. A Polícia cumpriu ainda três mandados de condução coercitiva, mas somente uma pessoa foi localizada; e 10 mandados de busca e apreensão. 

Conforme informações do delegado Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR), Wellington Santiago, o bando era monitorado desde 2015. Os dois integrantes capturados aliciavam pessoas do sexo masculino, em geral, de origem humilde e com pouca escolaridade para serem maridos de mulheres fictícias. Na sequência, eles começavam o processo de falsificação dos documentos, como certidão de casamento e, depois, certidão de óbito da suposta esposa. 

“Eles faziam as últimas contribuições no teto da Previdência social, ou seja, hoje em dia, aproximadamente, um valor de R$ 5 mil. Esse valor era sacado mês a mês e cada um deles tinha uma identidade”, explica a titular da Delegacia de Crimes Previdenciários, Adriana Correia. Ainda de acordo com a delegada, o esquema ilícito ocorreu em Fortaleza e Maracanaú, na Região Metropolitana, além dos municípios de Reriutaba e Santa Quitéria. “Pelas buscas, a gente provavelmente vai conseguir mais nomes e mais valores que eram sacados mensalmente”.

Prejuízo

O cálculo do prejuízo foi feito pela Assessoria Estratégica do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), que fez o levantamento dos benefícios pagos à quadrilha desde o começo da investigação, há dois anos, até agora. Segundo a PF, a Justiça já determinou o bloqueio dos bens dos investigados, além da quebra de sigilo bancário e fiscal para averiguação das contas. 

Os detidos foram autuados por estelionato previdenciário, associação criminosa, falsificação de documento público e particular e falsidade ideológica. As penas dos crimes variam de um a seis anos de reclusão. O contador já responde criminalmente por receptação, associação criminosa e lesão corporal.

(Colaborou Felipe Mesquita) 

Fonte DN

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