quarta-feira, 3 de maio de 2017

AGRESSÃO FILMADA Vítima de tapa de PM depõe na CGD. A advogada Astésia Teixeira disse, em entrevista coletiva concedida na sede da OAB-CE, que quer uma "punição exemplar" para o policial ( Foto: Helene Santos )


A advogada Astésia Teixeira disse, em entrevista coletiva concedida na sede da OAB-CE, que quer uma "punição exemplar" para o policial ( Foto: Helene Santos )

Dois dias após ser agredida por um capitão da Polícia Militar, a advogada Astésia Teixeira prestou depoimento formal na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública do Ceará (CGD). O autor do tapa no rosto da mulher é Allan Kardek Barbosa Ferreira, lotado no Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur).

O crime, que aconteceu no calçadão da Avenida Beira-Mar, na noite do último domingo, foi registrado por frequentadores do local e amplamente divulgado nas redes sociais. No dia seguinte, o oficial da PM foi afastado de suas funções. Em entrevista, Astésia Teixeira afirmou que "deseja uma punição exemplar", como a expulsão do militar.

"Eu estava caminhando no calçadão da Beira-Mar quando presenciei uma agressão a uma jovem. O criminoso saiu correndo, algumas pessoas correram atrás e cercaram ele. Quando o policial chegou eu pedi que tomasse as providências necessárias, aí ele me desferiu bofetadas", detalhou a advogada.

O vídeo divulgado mostra a agressão e quando outro policial apazigua a situação. Astésia diz que este segundo PM não a agrediu, mas, na posição de agente de Segurança Pública, também nada fez para protegê-la.

"Só despreparo policial justifica. Era um momento de turbulência, que a população estava bem agitada. Muitas pessoas se manifestaram cobrando que o rapaz fosse contido pela Polícia e levado. O abuso de autoridade ocasionou a atitude injustificável. Também pedi na Controladoria a identificação desse outro policial", declarou Astésia.

A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE) também esteve na CGD, ontem. O presidente da Instituição, Marcelo Mota, conta que foram solicitadas as câmeras de monitoramento da orla. "Iremos agir para acompanhar a devida apuração e exigir que as punições sejam efetivamente encaminhadas a essa pessoa, que pelo que mostrou no vídeo, não tem condições de estar nas ruas", afirmou. De acordo com a Ordem, até o momento, não houve retratação do PM à vítima.

© Diário do Nordeste

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