segunda-feira, 29 de maio de 2017

DESMATAMENTO Ceará perde 90 mil m² de Mata Atlântica em apenas um ano, aponta relatório. O Ceará perdeu 9 hectares de Mata Atlântica de 2015 para 2016, o total equivale a 90 mil metros quadrados. Os dados divulgados nesta segunda-feira (29) são do Atlas da Mata Atlântica, produzidos pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Desmatamento
Do Miséria

 

O Ceará perdeu 9 hectares de Mata Atlântica de 2015 para 2016, o total equivale a 90 mil metros quadrados. Os dados divulgados nesta segunda-feira (29) são do Atlas da Mata Atlântica, produzidos pela Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
 
De acordo com o documento, a área desmatada no Ceará cresceu 149%, ou seja, de 2015 para 2016 o Estado tinha perdido apenas 3 hectares. No Estado, a Mata Atlântica no Ceará está localizada de maneira dispersa em dez regiões: Chapada do Araripe, Litoral, Chapada do Ibiapaba, Serra da Aratanha, Serra de Baturité, Serra do Machado, Serra das Matas, Serra de Maranguape, Serra da Meruoca e Serra de Uruburetama.
 
O estudo aponta o desmatamento de 29.075 hectares (ha), ou 290 Km2, nos 17 estados do bioma Mata Atlântica – representando aumento de 57,7% em relação ao período anterior (2014-2015), referente a 18.433 ha.
 
Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, observa que há 10 anos não era registrado no bioma um desmatamento nessas proporções. “O que mais impressionou foi o enorme aumento no desmatamento no último período. Tivemos um retrocesso muito grande, com índices comparáveis aos de 2005”, disse. No período de 2005 a 2008 a destruição foi de 102.938 ha, ou seja, média anual de 34.313 ha.
 
Neste levantamento, a Bahia foi o estado que liderou o desmatamento com decréscimo de 12.288 ha – alta de 207% em relação ao ano anterior, quando foram destruídos 3.997 ha. “Essa região é a mais rica do Brasil em biodiversidade e tem grande potencial para o turismo. Nós estamos destruindo um patrimônio que poderia gerar desenvolvimento, trabalho e renda para o estado”, complementa Marcia.
 
Mangue e Restinga
 
No período de 2015 a 2016 foi identificada supressão da vegetação de restinga (formações que se estabelece sobre solos arenosos na região da planície costeira) em 9 dos 17 estados do bioma: Ceará (788 ha), Piauí (244 ha), Santa Catarina (199 ha), Bahia (64 ha), Sergipe (50 ha), São Paulo (32 ha), Rio de Janeiro (29 ha), Paraná (14 ha) e Rio Grande do Norte (6 ha). Já o desmatamento em mangues aconteceu apenas na Bahia, em uma área de 68 ha.
 
Desmatamento zero
 
Em maio de 2015, 17 secretários de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica assinaram a carta “Nova História para a Mata Atlântica”, compromisso que prevê a ampliação da cobertura vegetal nativa e a busca do desmatamento ilegal zero no bioma até 2018. 
 
Entretanto, após dois anos do acordo, esta edição do Atlas da Mata Atlântica aponta que apenas cinco estados estão no nível do desmatamento zero, ou seja, com menos de 100 hectares (1 Km2) de desflorestamentos, somadas áreas desmatadas em florestas, mangues e restingas: Rio Grande do Norte (6 ha), Alagoas (11 ha), Paraíba (32 ha), Pernambuco (16 ha) e, Rio de Janeiro (66 ha).
 
Não estão mais no nível de desmatamento zero Goiás, com 149 ha desmatados; Ceará, com 797 ha e São Paulo, com 730 ha. A boa notícia fica para Pernambuco, que voltou para a lista desse ano com a redução de 88% do desmatamento – passou de 136 ha entre 2014 e 2015 para 16 ha no último ano.

Fonte: Diário do Nordeste

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