quarta-feira, 17 de maio de 2017

INADIMPLÊNCIA Deputado paranaense que ganhou 12 vezes na loteria deve R$ 21 milhões à União. Dividas são relacionadas a empresas de Fernando Giacobo (PR), primeiro-secretário da Câmara dos Deputados.

Felippe Aníbal 

Fernando Giacobo (PR)

 

Primeiro-secretário da Câmara, o deputado paranaense Fernando Giacobo (PR) deve R$ 21 milhões à União. O montante, que também inclui débitos pendentes de empresas do parlamentar, consta do portal da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e os dados são públicos.

Em 1997, Giacobo ganhou 12 vezes na loteria, em um período de apenas 14 dias. Em entrevista concedida no ano passado à Gazeta do Povo, ele se justificou dizendo que se tratavam de apostas em “bolões”.

Uma concessionária de veículos do deputado acumula mais de R$ 10 milhões em dívidas e uma oficina de serviços de manutenção em automóveis deve R$ 3,5 milhões. A empresa de locação de carros vinculada a Giacobo tem R$ 342,1 mil em pendências, segundo a Fazenda da Nacional.

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Com base eleitoral em Cascavel, o parlamentar declarou bens que somavam R$ 2,3 milhões em 2014. Giacobo chegou a ser réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), mas todas prescreveram. AGazeta do Povo tentou ouvir o parlamentar, mas sua assessoria de imprensa não atendeu aos pedidos de entrevista.

Prefeito de Londrina

Além de Giacobo, outro político eleito deputado nas últimas eleições que aparece na relação de devedores é Marcelo Belinati (PP). Em janeiro deste ano, Belinatti deixou a Câmara dos Deputados para assumir a prefeitura de Londrina. Segundo a Fazenda Nacional, o paranaense deve R$ 7,4 mil à União.

Belinati não quis conceder entrevista, mas emitiu uma nota em que disse que o débito se refere a uma multa eleitoral, aplicada pela Justiça por propaganda irregular. Segundo o prefeito, um simpatizante de sua candidatura afixou um cartaz no muro de sua própria casa.

“Marcelo [Belinati] recorreu judicialmente contra a multa porque a acha injusta, já que não é possível controlar quem cola cartazes ou não, numa cidade metrópole do tamanho de Londrina”, diz o texto.

Por Tribuna. O Povo