terça-feira, 16 de maio de 2017

INFÂNCIA ULTRAJADA Violência contra criança será discutida em reunião no Crato. A promotoria da 4ª Vara da Infância e Juventude do Crato está preocupada com o avanço dos casos de exploração sexual e violência física contra crianças e adolescentes no município.


Infância ultrajada
Do Miséria

 

A promotoria da 4ª Vara da Infância e Juventude do Crato está preocupada com o avanço dos casos de exploração sexual e violência física contra crianças e adolescentes no município. Conforme estatística da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, divulgada pelo promotor de Justiça, Daví Morais, as agressões vêm se acentuando desde 2014, quando foram registrados 33 casos. Em 2015 foram 32 ocorrências, 2016 teve 32 casos confirmados e, de janeiro a abril de 2017, já estão contabilizadas 14 ocorrências. “Tomando por base os primeiros quatro meses de cada ano, o resultado é preocupante”, disse o promotor.

Entre janeiro e abril de 2014, foram 10 casos. No mesmo período de 2015, foram três registros. De janeiro a abril de 2016 foram 11 ocorrências, o que significa dizer que houve um aumento em cerca de 25% no número de registros. O promotor Davi Morais acredita que esses números sejam bem maiores, quando forem divulgados os casos que ainda estão sendo coletados pelos órgãos de proteção e que serão divulgados na próxima quinta-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes. Nesta data, o Ministério Público do Ceará vai reunir, na Escola Profissionalizante Violeta Arraes, em Crato, diretores de escolares, professores, educadores, psicopedagogos, representantes da Rede Protetora do Menor e demais segmentos da sociedade, para refletir sobre o assunto.

A reunião tem o objetivo de conclamar a sociedade para engajar-se nesse movimento de combate a esses crimes, a partir da conscientização. As pesquisas já mostraram que a violência contra a criança e o adolescente ocorre, na maioria das vezes, no núcleo familiar e, geralmente, é praticada pelos próprios pais, responsáveis ou pessoas próximas. Ainda conforme Davi Morais, a falta de políticas públicas voltadas à proteção é a principal causa desse tipo de violência. Em segundo lugar, vem a ausência de uma Rede de Proteção eficaz e atuante, seguido da ineficiência do aparelho do Estado, em reprimir os casos realizando ações preventivas. Por fim, os violadores agem motivados por um conjunto de situações evitáveis.

O promotor de Justiça cita a violência sexual, eleita pela legislação como a de maior complexidade do ponto de vista de identificação. “Envolve sempre o silêncio e ocorre em ambientes onde há uma complexa rede de relação, dependência e omissão. Esse tipo de agressão comumente acontece por pessoas indicadas por lei para protegê-las e ampará-las e que findam se tornando as principais agressoras”, contou o promotor.

O psicopedagogo James Brito disse que a melhor forma de combater a violência contra a criança e o adolescente é impedir que ela aconteça. “Todas as pessoas têm papel importante a desempenhar nesta causa, porém cabe ao Estado a principal responsabilidade, investindo em programas de prevenção. Ainda conforme James, os números divulgados pelo Estado, referentes ao período de 2014 a 2017, estão muito aquém da dimensão do problema. “A estatística apresentada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social indica somente aquilo que foi possível identificar, mas centenas de casos continuam fora do alcance dos órgãos oficiais”, disse o psicopedagogo.

Fonte: Jornal do Cariri

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