sábado, 27 de maio de 2017

JULGAMENTO Ex-policial militar é condenado a 14 anos de prisão por assassinato a empresário em Fortaleza. Crime aconteceu em 2010, no Bairro Aldeota, quando o condenado disparou vários tiros contra a vítima, sem chance de defesa.

Ex-policial militar Jean Charles da Silva Libório foi condenado a 14 anos de prisão (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

O ex-policial militar Jean Charles da Silva Libório foi condenado a 14 de prisão em regime fechado pela morte do empresário Francisco Francélio de Holanda Filho. O julgamento teve início na tarde desta sexta-feira (26) e só encerrou por volta das 22h, quando a sentença foi proferida pelo juiz Henrique Jorge Holanda Silveira, da 2ª Vara do Júri de Fortaleza.

Libório foi condenado por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa afirmou que vai recorrer da decisão, mas o condenado deve permanecer em reclusão até o julgamento do recurso.

O réu foi preso ainda em 2010. Ele cumpriu parte da pena enquanto aguardava julgamento numa penitenciária no Mato Grosso do Sul. Depois foi transferido para a Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Crime

O crime aconteceu em 8 de julho de 2010, quando a vítima dirigia no Bairro Aldeota. A caminhonete foi interceptada por duas pessoas em uma moto, entre elas o condenado. Ele disparou uma série de tiros contra o empresário, que faleceu no local.

O mandante do crime foi o empresário iraniano Farhad Marvizi, proprietário de uma loja de produtos eletrônicos que estaria importando mercadorias de forma ilegal, conseguindo aplicar preços inferiores aos da concorrência. A vítima atuava no mesmo ramo e, por isso, havia denunciado o iraniano a um auditor da Receita Federal, o que teria motivado o crime.

Marvizi foi preso por comandar uma organização criminosa envolvida em assassinatos, contrabandos, sonegação de impostos e falsificação de documentos em Fortaleza. Ele foi condenado a 20 anos de prisão pela Justiça Federal, por tentativa de assassinato contra um auditor fiscal.

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