segunda-feira, 15 de maio de 2017

PRODUÇÃO NACIONAL Rochas ornamentais: Ceará se consolida entre 3 maiores polos. Terceiro maior exportador de rochas ornamentais do Brasil, mas ainda distante dos dois primeiros, o Ceará deve consolidar sua posição entre os três maiores polos produtores, principalmente, com a chegada das primeiras empresas na Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará).


Terceiro maior exportador de rochas ornamentais do Brasil, mas ainda distante dos dois primeiros, o Ceará deve consolidar sua posição entre os três maiores polos produtores, principalmente, com a chegada das primeiras empresas na Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará). Até o fim do ano, ela deve ter sua primeira empresa do setor produzindo e exportando, segundo Carlos Alencar, presidente do Sindicato da Indústria Mármores Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE).

A expectativa é que no segundo semestre de 2018, se tudo correr como planejado, outras duas empresas comecem a operar na ZPE. "Quando essa primeira empresa começar a operar, ela irá desencadear um processo que deve atrair muitas outras empresas, até porque, hoje, a instalação é rápida. Além disso, o nosso setor é francamente exportador, com algumas empresas exportando mais de 90% da produção", observa Alencar.

"O fato é que no Ceará, com a ZPE, a gente conseguiu criar esse ambiente de negócios favorável". Hoje, o setor estima que sua capacidade produtiva instalada no Estado comercialize cerca de R$ 500 milhões por ano, liderando as exportações no Nordeste.

Embora o Ceará já esteja entre os três maiores exportadores do País, com cerca de R$ 26 milhões em 2016, ainda há uma grande distância dos principais estados exportadores: Espírito Santo (R$800 milhões) e Minas Gerais (R$ 200 milhões).

Destaque

"O Ceará vem se consolidando, principalmente nesses últimos três anos, mas ainda estamos longe dos primeiros. Começamos a nos destacar agora, e o potencial aqui é muito grande". Alencar espera que, até 2020, o setor de rochas ornamentais esteja entre os três mais importantes em participação no Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

De acordo com o Simagran-CE, mensalmente, cerca de 4 mil m³ de granitos e quartzitos, com preço de comercialização em blocos brutos (entre US$ 1 mil m³ e US$ 2,5 mil m³), são levados do Ceará para o Sudeste, onde são beneficiados e transformados em chapas polidas, seguindo para os Estados Unidos.

"Se conseguirmos criar condições para que parte deste volume seja aqui industrializado e por aqui exportado, cerca de US$ 150 milhões seriam agregados anualmente à pauta de exportação estadual", afirma.

Sobre a evolução do setor no Estado, Alencar destaca que em 2012 eram seis ou sete empresas do setor. Em 2014 eram 13, e depois que teve início a Fortaleza Brazil Stone Fair, em 2015, e o número mais do que dobrou. Hoje, cerca de 35 empresas do Espírito Santo atuam no Ceará extraindo blocos de granito.

"O evento ajudou a mostrar o nosso ambiente de negócios", ele diz. E o volume de exportações do Ceará superou já estados como Rio de Janeiro e Bahia. "Já são 19 protocolos de intenções assinados e três projetos já estão em fase de modelagem (para instalação na ZPE)", diz Alencar.

Em março, a Thor Granitos, maior exportadora do Brasil em volume, passou a atuar no Ceará. A empresa foca, agora, na zona rural de Santa Quitéria para, depois, estruturar uma unidade na segunda etapa da ZPE. O núcleo de marmorarias no Ceará inclui cerca de 200 empresas.

Na edição passada, a Fortaleza Brazil Stone Fair recebeu 4 mil visitantes de 14 países diferentes. A expectativa para a edição de 2017 é um público de 10 mil pessoas. O evento, promovido pelo o Simagran-CE, será realizado de 1º a 3 de junho, no Centro de Eventos.

Histórico no Brasil

Caracterizado por seu crescimento rápido, o setor de rochas ornamentais do Brasil passou a ser considerado relevante em 1989. Neste ano, o país exportou cerca de US$ 50 milhões. Em 2016, o número cresceu para US$ 1,13 bilhão.

Nos anos 1990, a região Nordeste iniciou a sua expansão e hoje responde por cerca de 26% da produção brasileira. Um dos responsáveis por essa relevância foi o incremento na produção de rochas exóticas e superexóticas (granitos e quartzitos) e de rochas carbonáticas (limestones) na chapada do Apodi (Ceará e Rio Grande do Norte).

Mais informações

Brazil Stone Fair

De 1º a 3 de junho, das 15 às 20 horas - Centro de Eventos

stonefairfortaleza2017.com.br

Fonte: Diário do Nordeste

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