quarta-feira, 10 de maio de 2017

SITUAÇÃO CRÍTICA PB e Marquise impedem obra de transposição e Fortaleza ficará sem água até novembro. Quadra chuvosa cearense está terminando e açude Castanhão, que abastece a Capital, registra apenas 5,99% do volume máximo.


Maurício Moreira

Oaçude Castanhão, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), está com apenas 5,99% do seu volume máximo e, com o final da quadra chuvosa se aproximando, Fortaleza corre o risco de ficar sem água em novembro de 2017. A situação do outro grande reservatório do Estado também é crítica, Orós conta apenas com 10,66% do volume total.

A esperança de melhora no cenário hídrico está na conclusão da transposição do rio São Francisco, mas as obras no eixo norte etão paradas desde a desistência da Mendes Júnior. O Ministério da Integração chegou a realizar a licitação e assinar contrato com o consórcio vencedor, porém duas empresas cearenses barraram a obra.

Desclassificadas durante o processo licitatório por não atenderem aos requisitos técnicos para atender a obra, as empresas Marquise e PB Construções entraram com recurso na Justiça contestando a desclassificação e impedindo que a retomada da obra pudesse ser iniciada.

A PB Construções é apadrinhada pelo ex-governador Cid Gomes (PDT) e recebeu, no seu mandato, R$ 1.2 bilhão em licitação no Cinturão das Águas. O trecho pelo qual a construtora está responsável no Cinturão está atrasado. A Marquise ganhou destaque no mercado também durante a gestão do pedetista e está na mira do Ministério Público Federal pelas obras na Vila do Mar.


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