quinta-feira, 1 de junho de 2017

CHACINA DA MESSEJANA Mais 17 PMs réus vão a júri popular e serão soltos. Com a decisão do terceiro processo, apenas um policial envolvido na chacina permanecerá preso.


O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) decidiu revogar as prisões preventivas dos militares e substituí-las por medidas cautelares
( Foto: Natinho Rodrigues )

por Emanoela Campelo de Melo - Repórter

Mais 17 policiais militares acusados de participar da 'Chacina da Messejana', ocorrida em novembro de 2015 e tida como a maior da história do Ceará, serão soltos. A decisão proferida pelo Colegiado de 1º Grau, por meio da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, também determina que os réus sejam levados a júri popular.

Há oito dias, no último dia 24, outros 17 policiais já haviam sido soltos. Outros oito ganharam liberdade, em abril deste ano. Agora, dos 44 réus do caso, apenas um permanece preso devido a crimes anteriores. Ao todo, 33 PMs foram pronunciados.

Também na decisão de ontem, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), instaurou contra o policial Francisco Flávio de Sousa incidente de insanidade mental. Com isso, a ação penal contra ele está suspensa até ser homologada a perícia médica.

Nesta última decisão referente ao terceiro processo foram pronunciados e tiveram a prisão preventiva revogada: Gerson Vitoriano Carvalho, Josiel Silveira Gomes, Thiago Veríssimo Andrade Batista de Moraes, Daniel Fernandes da Silva, Gildásio Alves da Silva, Luís Fernando de Freitas Barroso, Farlley Diogo de Oliveira, Renne Diego Marques, Fábio Oliveira dos Santos, Kelvin Kessel Bandeira de Paula, Samuel Araújo de Aquino, Thiago Aurélio de Sousa Augusto, Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa, Ronaldo da Silva Lima, José Haroldo Uchôa Gomes, Francinildo José da Silva Nascimento e Gaudioso Menezes de Mattos Brito Goes.

Os PMs serão julgados por homicídio por omissão imprópria de 11 vítimas mortas e tentativa de homicídio por omissão imprópria de três vítimas sobreviventes. Devem ainda responder por tortura física em relação a outras três vítimas e tortura psicológica em relação a uma. Todos os policiais envolvidos estavam de serviço na Grande Messejana.

Liberdade

Conforme o Colegiado, a soltura se dá porque, com o encerramento na primeira fase da instrução processual não se faz mais necessária a manutenção do cárcere. A prisão dos réus foram substituídas por medidas cautelares.

Os acusados estão proibidos de exercer atividade policial externa (restrito ao trabalho administrativo), não podem se ausentar de Fortaleza por mais de oito dias sem avisar à Justiça e nem podem manter contato com as vítimas sobreviventes ou com testemunhas do processo.

© Diário do Nordeste

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