sexta-feira, 30 de junho de 2017

POLÊMICA "Sou capitão do Exército, a minha especialidade é matar", diz Bolsonaro. "Se eu não fosse preparado para matar, eu não seria militar", declarou o deputado do PSC durante entrevista coletiva em Porto Alegre.


Sobre 2018, Bolsonaro falou que tem viajado pelo país e que "não quer entrar em uma briga para perder"
( Foto: Agência Brasil )

18:48 · 30.06.2017 / atualizado às 18:49por Folhapress/Redação

Em visita a Porto Alegre/RS nessa quinta-feira (29), o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi recebido com festa por simpatizantes no aeroporto, deu palestra em um evento empresarial e, em entrevista, ligou sua função no Exército à atividade de "matar".

Durante coletiva, Bolsonaro foi questionado por um jornalista sobre a quantidade de projetos seus que foram aprovados na Câmara ao longo de sua trajetória no cargo. Ele se defendeu dizendo que aprovar um bom projeto em um mandato já é "grande coisa" e citou a substância que ficou conhecida como "pílula do câncer".

"Estive à frente para aprovar a fosfoetanolamina. Cura ou não cura, não sei. Sou capitão do Exército, a minha especialidade é matar, não é curar ninguém. Mas apresentei junto com mais alguns colegas e aprovamos. Dá certo ou não dá? Vamos dar a chance daquele que tem o dia marcado para morrer tomar a pílula", disparou. Mais tarde, foi questionado sobre a declaração e falou: "Se eu não fosse preparado para matar, eu não seria militar. Você teria jogado dinheiro fora".

"Aprendi a atirar com tudo que é tipo de armas, sou paraquedista, sou mergulhador profissional. Sei fazer sabotagem, sei mexer com explosivo. Vocês nos treinam, nos pagam para isso. Eu não quero é falar que a polícia tem que matar inocente, não é por aí. Mas o pessoal que tá com fuzil na mão na rua, nos aterrorizando, eles só têm uma maneira de ser abatido", disse.

Eleições 2018

Bolsonaro também foi questionado sobre sua possível candidatura presidencial em 2018. Ele disse que a lei eleitoral proíbe solicitação precoce de votos e que não irá infringi-la. Falou que tem viajado pelo país e que "não quer entrar em uma briga para perder".

O deputado do PSC apareceu em segundo lugar em todos os oito cenários pesquisados no mais recente levantamento do Datafolha, publicado na última segunda-feira (26). Dependendo do cenário, ele está em empate técnico na segunda colocação, com nomes como Marina Silva (Rede) eJoaquim Barbosa (sem partido). O ex-presidente Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno em que foi incluído.

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