sexta-feira, 21 de julho de 2017

CONSTRUÇÃO CIVIL Grevistas descumprem ordem judicial. O Sindicato da Indústria aponta prejuízo de mais de meio milhão de reais por danos causados nas obras.

Em muitos canteiros de obras espalhados pela cidade, houve invasão, agressões, ameaças e quebradeira por parte dos trabalhadores em greve ( Foto: Reprodução )

Ao longo de 15 dias de paralisações dos trabalhadores da construção civil, foram registrados mais de 50 Boletins de Ocorrência (B.Os), referentes a invasões de canteiros, depredações, agressões e ameaças aos trabalhadores que não aderiram ao movimento. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) disse em nota que as delegacias distritais devem investigar cada caso registrado, mas não informou se houve prisões.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) aponta um prejuízo de mais de R$ 520 mil por conta dos danos causados aos prédios comerciais e residências em construção invadidas. Na semana passada, o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT 7) deferiu Ação Declaratória de Abusividade de Greve, proposta pelo Sinduscon-CE, em face as ações do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF).

Na decisão, foi estabelecido que o Sindicato das Construção Civil se abstenha de realizar bloqueio de acesso dos trabalhadores aos canteiros de obras das empresas ou promover a invasão aos canteiros e danificação ao patrimônio; manter uma distância mínima de 200 metros do primeiro portão da obra; ameaçar ou constranger trabalhadores, bem como se abster de praticar qualquer ato danoso ao patrimônio das empresas.

Conforme o vice-presidente da Área de Relações Trabalhistas do Sinduscon, Fernando Pinto, o Sindicato dos Trabalhadores insiste em uma pauta fora da atual realidade econômica do país, que inclui demandas extras, como o vale combustível. "Desde fevereiro negociamos melhorias para os trabalhadores. O vale combustível apresenta um custo adicional para as empresas. Eles já possuem benefícios que poucas categorias tem, como participação nos resultados e o aumento de 5% no salário para quem realiza cursos com carga horária de 65h ou mais", aponta.

Audiência

Ontem, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) os trabalhadores da construção civil e o Sindicato da Indústria não chegaram a um acordo sobre o fim da greve dos operários que pedem um reajuste salarial de 6%. O Sinduscon-CE propõe a reposição da inflação, que é de 4,6%, além de um vale gasolina.

O presidente da STICCRMF, Geraldo Magela, afirma que mesmo não ocorrendo a conciliação houve um avanço nas negociações. "Haverá outra reunião terça-feira (25). A greve hoje é o vale combustível. Já temos uma proposta para continuar a discussão". Sobre os atos de agressão e depredação, o presidente da categoria dos trabalhadores avalia que existe exagero do Sinduscon-CE. "Não concordamos com depredação. As greves da construção civil são conhecidas historicamente por grandes passeatas", explica Magela.

Distritais

Por meio de nota, a Polícia Civil informou "que os casos são investigados pelas delegacias distritais responsáveis pela área circunscricional onde ocorreram os fatos". A Pasta esclareceu ainda que, "a maioria das tipificações criminais citadas são de crimes que necessitam de representação das vítimas, pois são classificadas como ações penais públicas condicionadas. Ou seja, a vítima (ou seu representante legal) deve exercer o direito de ação (a representação) dentro de seis meses", disse a Pasta.

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By Taboola

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