sábado, 8 de julho de 2017

ESTADO DO CEARÁ Com a "explosão" de homicídios, Camilo não aparece para divulgar estatística. Secretário diz: "Poderia estar pior". A declaração partiu do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, delegado federal André Costa, ao comentar os números da violência registrados em junho último, quando as estatísticas comprovaram um aumento de 91 por cento em comparação a junho do ano passado.

 

Camilo desistiu de apresentar os CVLIs                 Secretário arremata: "Poderia estar pior"

“Poderia estar pior”. A declaração partiu do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, delegado federal André Costa, ao comentar os números da violência registrados em junho último, quando as estatísticas comprovaram um aumento de 91 por cento em comparação a junho do ano passado. Foram 474 pessoas mortas no estado. Pelo segundo mês consecutivo, o governador Camilo Santana (PT) deixa de comparecer à coletiva para apresentar as estatísticas, o que fazia mensalmente quando os números eram positivos.

Sem as presenças de Camilo Santana e  da vice-governadora do estado, Izolda Cela, esta última coordenadora do programa “Pacto por um Ceará Pacífico”, pelo segundo mês seguido, o secretário teve que enfrentar sozinho as perguntas dos jornalistas sobre a alta desenfreada da criminalidade. Para ele, se a Polícia não estivesse nas ruas, essa violência “poderia estar pior”.

No acumulado do ano, o Ceará já registrou 2.298 Crimes Violentos, Letais e Intencionais, os CVLIs, que representam homicídios, latrocínios e lesões corporais que resultaram em morte. O número é 31,9 por cento maior que o do mesmo período de 2016.

Capital violenta

Fortaleza é a área entre as quatro pesquisadas (Capital, Região Metropolitana de Fortaleza, Interior Norte e Interior Sul) que vem apresentando neste ano os piores índices de assassinatos. Somente em junho passado, foram 197 casos, o que representou um aumento de 217,7 por cento em comparação a junho de 2016.

Segundo o secretário da Segurança Pública, essa “explosão” nos casos de homicídios no Ceará e, mais especificamente, na Grande Fortaleza (Capital e Região Metropolitana), se deve “a guerra travadas por quadrilhas e facções Lea disputa de território do tráfico. Ele explica que a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) começou a fazer uma pesquisa sobre os antecedentes das pessoas assassinadas e descobriu que, em junho, 50 por cento das vítimas dos CVLIs tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

Veja os números dos homicídios no Ceará em 2017:

Janeiro ..............  349

Fevereiro ..........  269

Março ...............  358

Abril ................... 377

Maio ..................  471

Junho ................  474

TOTAL .............  2.298

Jornalista Fernando Ribeiro Copyright 2016

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