sexta-feira, 21 de julho de 2017

POLÍCIA CIVIL Mais um vereador de Itarema tem prisão preventiva decretada na Operação Fantasma. João Carlos Júnior Gomes já informou que vai se apresentar até segunda-feira (24). Até o momento, nove parlamentares já foram afastados.

Em junho, os vereadores Daniela Sousa de Matos e Roberto Diniz Costa, que permanecem presos, foram acompanhados pela Polícia para depor no Fórum de Itarema ( Foto: Marcelino Júnior )

Tendo cumprido prisões temporárias, mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva na semana passada, a Operação Fantasma, da Polícia Civil, teve sua quarta fasedecretada nesta quinta-feira (20), quando o Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu a prisão preventiva do vereador João Carlos Júnior Gomes, da cidade de Itarema, no Noroeste do Estado. 

De acordo com o MPCE, a prisão preventiva do vereador era para ter acontecido nesta sexta-feira (21), mas ele não foi encontrado em sua residência. O advogado de João Carlos Júnior Gomes, no entanto, já entrou em contato com a polícia e informou que o parlamentar deverá se apresentar às autoridades até a próxima segunda-feira (24).

A nova fase da Operação Fantasma foi um pedido da Promotoria de Justiça da Comarca de Itarema, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que investiga os crimes de peculato, falsidade ideológica e organização criminosa. Até o momento, nove vereadores de Itarema já foram afastados dos cargos eletivos.

A operação

Iniciada em abril deste ano, a Operação Fantasma investiga um esquema montado para desviar recursos públicos por meio da contratação de servidores fantasmas com a apropriação ilegal de valores. A investigação teve início após denúncias de uma pessoa que se sentiu prejudicada por não conseguir receber benefício previdenciário em razão de um suposto vínculo com a Câmara Municipal, que até então era desconhecido pela vítima.

De acordo com as provas apuradas, foi evidenciado que alguns investigados recebiam dinheiro público que deveria ser destinado ao pagamento de seus assessores. O MPCE constatou a existência de prova material de crimes de peculato e inúmeras lesões aos cofres públicos.

© Diário do Nordeste

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