sábado, 30 de setembro de 2017

CRISTO REDENTOR Clima nas quatro escolas ameaçadas é de medo. Em uma das escolas a frequência caiu 50%; na outra as crianças não podem frequentar o pátio na hora do recreio.


Na Escola Municipal Sebastiana Aldigueri. Desde quarta-feira, a direção isolou a área. Agora, o portão da entrada do pátio fica fechado com cadeado ( Foto: Reinaldo Jorge )

 por João Lima Neto - Repórter


O Diário do Nordeste já havia noticiado a situação, na edição da última quinta-feira (28). Segundo a Polícia, quatro suspeitos das intimidações foram identificados

O medo não foi dissipado. Alunos, pais e professores do bairro Cristo Redentor continuam olhando desconfiados para os lados, como se temessem estar perto das escolas. Até a rotina de brincar na hora do recreio mudou. O Diário do Nordeste retornou às escolas que receberam ameaças feitas por membros de facções. Estudantes de quatro instituições de ensino foram proibidos de entrar nas unidades, na última terça-feira (26), se não fossem filhos de integrantes do grupo criminoso dominante.

Segundo relato de mães de alunos, na Escola Municipal Sebastiana Aldigueri houve mudança do espaço onde as crianças ficam durante o período do recreio. Nos dois turnos, os estudantes brincavam em um pátio, na entrada da escola. Desde quarta-feira (27), a direção isolou a área. "Agora, o portão da entrada do pátio fica fechado com cadeado. Eles brincam do outro lado da escola", disse a mãe de um estudante.

Ainda conforme relatos de moradores, na sexta-feira (29), patrulhas da PM estiveram novamente na Instituição de ensino e os policiais conversaram com o diretor. Em pelo menos duas das escolas, os alunos contam que aumentou o número de faltas. Na Escola Estadual de Educação Profissional Marvin (EEEP), apontada pelos estudantes como principal alvo da atuação dos grupos criminosos, pouco se ouviu "presente" na hora da chamada em algumas turmas.

Alguns comerciantes que vendem lanches destacam que as vendas caíram. As mulheres que também são mães de estudantes das escolas ameaçadas dizem que não mandaram seus filhos para a aula. Os próprios alunos estão temerosos.

"Minha sala tem uns 40 alunos. Ontem só foi uns 20", disse uma aluna da EEEP. Segundo a jovem, o medo de acontecer algo durante o horário do recreio é grande. Na Escola Municipal de Ensino Infantil e Ensino Fundamental (EMEIF) Virgílio Távora, uma profissional da instituição declarou que as ameaças não chegaram na escola de forma direta. "A escola tem 489 alunos. Faltou metade, por conta de boatos que chegaram até aqui".

Na Escola Municipal Santa Tereza, as aulas seguiram normal. Segundo funcionários, o policiamento esteve presente. "Ficam entre 40 a 60 minutos e dão voltas no quarteirão", disse um funcionário, que não se identificou.

Segurança

Por meio de nota, a Secretaria da Educação (Seduc) informou que um psicólogo está atendendo os pais de alunos na escola profissionalizante. A reportagem foi ao 7ºDP (Pirambu), mas não foram repassadas informações. Um policial que estava na unidade policial disse que não poderia falar sobre as investigações por determinação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

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