domingo, 10 de setembro de 2017

FURACÃO IRMA Grávida de 8 meses relata momentos de tensão vividos durante furacão. A cearense Zana Guterres aguarda evacuação da localidade de Tortola, onde mora com o marido e a filha e que foi atingida pelo furacão Irma.


Zana com o marido holandês Niels e a filha Maya, de 4 anos, nas férias de julho no Canadá ( Foto: Arquivo Pessoal )

Road Town, a capital de Tortola, devastada após ser atingida pelo furacão Irma ( Foto: Joel Rouse / AFP )

Árvores, postes e estruturas foram atingidas ( Foto: Joel Rouse / AFP )

Ainda à espera de evacuação das Ilhas Britânicas Virgens, a cearense Zana Guterres conseguiu contactar a família na manhã deste domingo (10) após horas de aflição. Em mensagem enviada para a irmã Sylvia Guterres, ela relatou a situação atual da ilha e os momentos de tensão que passaram quando o furacão atingiu a localidade. "Foi horrível, catástrofico. Pensamos que a casa ia voar ou se desmontar em 100. A ilha está destruída! Estamos sobrevivendo com água e comida, mas o negócio já está começando a feder". 

>Furacão Irma atinge sul da Flórida

Zana, que está grávida, aguarda resgaste da ilha pois os hospitais já estão sem condições de receber mais alguém. A estrutura da casa dela resistiu ao furacão e está abrigando outras pessoas.

Furacão

O furacão começou ao meio-dia da última quarta-feira (6), teve mais de 12 horas de duração e devastou a ilha. "Road Town (a capital de Tortola) está destruída, sinceramente não tem vida. Acho que vai levar mais de um mês para voltar eletricidade. Praticamente todos os postes caíram e as pessoas cerraram pra abrir as estradas - aqui são todos de madeira.", relata Zana. 

A prisão do local sucumbiu e os presos estão soltos, o que ainda resistiu foi saqueado. 

Sylvia de longe tentou contato com o Consulado em Barbados e com o Itamaraty, porém nada foi feito ainda para a evacuação dos brasileiros que lá vivem. De lá, Zana e a família estão fazendo o possível: "estamos tentando sair de barco, parece que a empresa do Niels está organizando algo. Aeroporto segue fechado sob controle militar britânico para manter a ordem.

Trecho da mensagem enviada por Zana:

"O furacão chegou umas 12h00 apavorando, chegou com tudo, passou uma hora martelando, depois quando ficamos dentro do olho teve uma hora de intervalo, deu a calmaria... olhamos a rua e já estava tudo abaixo. Árvores, postes, carros etc. Depois às 14h da tarde começou de novo, achávamos que ia ser mais uma horinha... ele continuou com a mesma força até as 22h horas da noite maltratando, lá pela meia noite deu uma diminuída pouca, quando acordei às 6h ainda estava rolando." 

© Diário do Nordeste

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