quinta-feira, 21 de setembro de 2017

SAPIRANGA Homem mata esposa e mantém enteado em cárcere. Um menino de sete anos presenciou a mãe, de 36 anos, ser morta pelo padrasto dele, de 31 anos, no último domingo, 17, e foi mantido em cárcere pelo homem durante três dias. O adulto se matou ontem.

Jéssika Sisnando

 

Um menino de sete anos presenciou a mãe, de 36 anos, ser morta pelo padrasto dele, de 31 anos, no último domingo, 17, e foi mantido em cárcere pelo homem durante três dias. O adulto se matou ontem. Os crimes aconteceram na residência da família, no bairro Sapiranga. A criança foi resgatada pela Polícia na tarde de ontem. 

 

O odor dos corpos e o choro do menino chamaram a atenção da vizinhança, que acionou a Polícia Militar. O portão da casa foi arrombado por volta das 16 horas e a criança foi encontrada acuada, suja, com fome e com marcas de agressão. Ele estava no quarto, ao lado do corpo da mãe. A mulher estava grávida.

Ainda trêmulo, o analista de sistemas da imobiliária, João Vega Filho, disse que a empresa foi acionada pela Polícia para o local. A casa tinha sido alugada pela família há 15 dias. João foi uma das primeiras pessoas a entrar no duplex, na rua Água de Prata.

“A criança relatou que o padrasto matou a mãe após uma festa no domingo. Ainda havia três mesas juntas, bebida, e foi encontrado um pó branco no sofá, em pedrinhas”, relatou.

Conforme o analista, familiares do homem relataram que ele era dependente químico desde os 15 anos e já havia passado por clínicas de recuperação. Os parentes da esposa, que também estiveram no local, ficaram sabendo da dependência ontem. Os dois eram recém-casados. Segundo João, os vizinhos relataram que ouviam as brigas do casal desde a mudança.

O funcionário da imobiliária disse que a criança estava em estado de choque e contou ter ficado todos estes dias ao lado da mãe. João afirmou que, por causa do cheiro, era difícil entrar no quarto em que a criança permaneceu.

Atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o menino foi medicado e alimentado. Aos profissionais, repetiu que o padrasto matou a mãe no domingo à noite e, depois disso, retirou o televisor da casa e escondeu os celulares. O carro da família não estava mais na residência ontem.

Conforme relato de familiares a João Vega, o pai do menino morreu há alguns anos vítima de um AVC. Agora, a criança deve permanecer com a avó materna.

Polícia 

A Perícia Forense esteve no local, no começo da noite de ontem. Conforme o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) João Paulo Machado, ainda será necessário colher todos os dados para entender a dinâmica do crime, além do resultado dos laudos periciais. 

 

 

Saiba mais

 

Relato

Um dos policiais que atenderam a ocorrência voltou ao local do crime após o expediente. Estava perplexo com o que acontecera. Do lado de fora da casa, contou que a criança estava machucada, suja e pediu comida. A criança ainda demonstrava preocupação com o cachorro da família, Snoopy, que permaneceu com ele durante o cárcere.

 

Redes sociais

Nos perfis do Facebook do casal algumas pessoas lamentavam o caso. A mulher era empresária no ramo de eventos. A festa do casamento havia acontecido há menos de cinco meses. Nas redes sociais, há fotos da família unida, em viagens e passeios, além de declarações de amor constantes.

 

O POVO não identifica os adultos para preservar a criança.

 

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