sexta-feira, 20 de outubro de 2017

4º MÊS DE SALDO POSITIVO Ceará cria 2,1 mil empregos; melhor setembro em 3 anos. Resultado decorre de 30,7 mil admissões contra 28,6 mil desligamentos no nono mês deste ano.


A agropecuária foi o setor da economia cearense que teve o melhor resultado na geração de empregos, com saldo positivo de 767 postos, seguida pela indústria de transformação, com geração de 639 vagas
( FOTOS: KID JÚNIOR/ELIZANGELA SANTOS )

por Murilo Viana - Repórter

O Ceará chegou, em setembro, ao quatro mês consecutivo de geração de empregos formais e atingiu o melhor resultado para o mês dos últimos três anos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Com 30,7 mil admissões 28,6 mil desligamentos, o Estado registrou um saldo positivo de 2,1 mil postos, superando os números de setembro de 2016 (993) e de 2015 (-1,5 mil), mas ainda aquém do registrado em igual mês de 2014 (10,1 mil).

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No ranking do Nordeste, o Ceará teve o quarto melhor resultado, sendo superado por Bahia (2,2 mil), Alagoas (7,4 mil) e Pernambuco (13,9 mil), que teve o maior saldo não apenas da região, mas de todo o País. Sergipe teve o pior desempenho do Nordeste, com saldo negativo de 584 postos de trabalho.

Na classificação nacional, o Ceará apresentou o sétimo melhor resultado. Após Pernambuco, o melhores saldos de emprego foram de Santa Catarina (8 mil), e Alagoas.

Mudança

Após quatro meses consecutivos em que mais se contrata do que se demite no Ceará - os resultados positivos ocorrem desde junho (133)-, o coordenador de Estudos e Análises de Mercado do Instituto do Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita, sinaliza que o mercado de trabalho cearense segue a tendência natural do segundo semestre, tradicionalmente melhor do que o primeiro, mas demonstra sinais de saída da crise.

"Além da sazonalidade, há a necessidade de recomposição da força de trabalho. Nos últimos dois anos (2015 e 2016), o Estado fechou 70 mil postos de trabalho", salienta.

No acumulado de janeiro a setembro, entretanto, o Ceará perdeu 3,9 mil vagas de emprego, resultado de 292 mil contratações e 295,9 mil demissões. "Em igual período do ano passado, tínhamos um saldo negativo de 27,9 mil, o que mostra que a situação não está favorável, mas que houve uma evolução menos negativa", analisa Mesquita. No acúmulo dos últimos 12 meses até o mês de setembro de 2017, o resultado também permanece negativo (-13,7 mil).

O coordenador do IDT prevê que, diferentemente dos dois anos anteriores, o Estado deve atingir um resultado positivo de empregos no fechamento de 2017, embora pequeno.

"A tendência é que nós possamos fechar, se não houver mais nenhuma turbulência (no cenário político e econômico), com mais admissões do que demissões", prevê.

Setores

Dois oito setores da economia cearense que integram o levantamento do Ministério do Trabalho, apenas dois deles mais demitiram do que admitiram no nono mês deste ano. Nos serviços, o saldo, entre contratações e demissões, foi de 179 postos de trabalho a menos. Na atividade extrativa mineral, houve relativa estabilidade (-9).

O setor que mais gerou emprego no Ceará, mesmo com a seca, foi a agropecuária (767), seguida por indústria de transformação (639), comércio (523), construção civil (205), serviços industriais de utilidade pública(159) e administração pública (59).

© Diário do Nordeste

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