sábado, 7 de outubro de 2017

EM FORTALEZA Homem ejacula em mulheres dentro de ônibus. A Polícia Civil solicitou à Empresa Viação Fortaleza imagens de um ônibus para investigar o caso de um homem que ejaculou em duas passageiras na linha Parangaba/Papicu, na altura do Centro. O caso está na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com a delegada Érica Moura. A Polícia Civil quer identificar o autor do crime por meio das câmeras de segurança.



Por Jéssika  Sisnando – OPovo

A Polícia Civil solicitou à Empresa Viação Fortaleza imagens de um ônibus para investigar o caso de um homem que ejaculou em duas passageiras na linha Parangaba/Papicu, na altura do Centro. O caso está na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com a delegada Érica Moura. A Polícia Civil quer identificar o autor do crime por meio das câmeras de segurança.
O POVO apurou que a mulher estava a caminho do trabalho. Uma das vítimas estava em pé no ônibus e a outra estava sentada. A ejaculação atingiu a mulher no braço e respingou na que estava sentada, que começou a gritar, denunciando a conduta do homem.

 

O homem logo gritou dizendo que era mentira e que ia descer na outra parada, conforme relato da amiga de uma das vítimas. Os passageiros ainda tentaram capturar o criminoso, mas o motorista do coletivo abriu a porta e o homem fugiu. O caso foi denunciado na DDM, onde a vítima prestou depoimento. Na próxima segunda-feira, 9, o vestido dela será entregue à Polícia, para que seja analisado o material genético do criminoso.

 

A titular da DDM, delegada Érika Moura, afirma que esta foi a primeira vez que atendeu um caso com essas características, em que um homem ejacula em uma mulher dentro do coletivo. Mas ela não descarta que este tipo de crime seja subnotificado. Érika lembra caso semelhante ocorrido em São Paulo, de um homem que foi preso várias vezes pelo mesmo crime.

 

De acordo com ela, o criminoso deve ser autuado pelo artigo 215 do Código Penal Brasileiro (CPB), que consiste em conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. A pena é de reclusão de dois a seis anos.

 

Érika ressalta que apenas uma das vítimas registrou o boletim de ocorrência e a Polícia vai tentar identificar a outra mulher. Além disso, o motorista deve ser ouvido, assim como outras pessoas que estavam no coletivo. A delegada orienta que mulheres vítimas de situação semelhante procurem a DDM e denunciem.

 

O POVO buscou o Sindiônibus para saber quais as orientações dadas aos profissionais em caso de crimes sexuais em coletivos. Em São Paulo, por exemplo, os motoristas são orientados a fechar as portas e parar somente em uma delegacia. O Sindiônibus respondeu que sempre que o cliente sofre algo e o motorista toma conhecimento, o profissional é orientado a acionar auxílio médico ou a Polícia Militar. “A vítima é quem deve fazer o Boletim de Ocorrência”, afirmou

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