quinta-feira, 5 de outubro de 2017

JAGUARIBE-CEEmpresárias donas de madeireira são presas no Ceará por extorsão e ameaças. Empresárias são suspeitas de praticar crimes de extorsão, denunciação caluniosa e falsidade ideológica.

Donas de madeireira de Jaguaribe são da mesma família e são suspeitas de diversos crimes
(Foto: Polícia Ambiental)
Três empresárias foram presas na manhã desta quinta-feira (5) em Jaguaribe, no interior do Ceará, suspeitas de praticar crimes de extorsão, denunciação caluniosa e falsidade ideológica. As três mulheres, de uma mesma família, proprietárias de uma madeireira, tiveram a prisão preventiva (sem prazo) decretada pelo juiz titular da Comarca de Jaguaribe, Lucas Medeiros de Lima.
As prisões ocorreram na segunda fase da operação “A profecia”, realizada nas cidades de Jaguaribe e Fortaleza. Além das prisões das três empresárias, houve o cumprimento de mandados de busca e apreensão de documentos relacionados com as práticas criminosas.
De acordo com o Ministério Público, as investigações demonstram que as empresárias têm o costume de ameaçar, com armas de fogo, funcionários que pediam demissão, para os obrigar a assinar um termo de reconhecimento de dívida, no qual eles negariam os seus direitos trabalhistas.
“Além disso, para o espanto geral, com a assinatura do termo, eles saíam devendo às empresárias”, informa o titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaribe, Edilson Izaias de Jesus Júnior.
Durante a operação foi apreendido material que comprova a prática de ameaças cotidianas a policiais civis envolvidos nas investigações dos crimes cometidos pela organização criminosa; alterações contratuais e até extinção de empresas após a realização da operação de busca e apreensão realizada em março deste ano nos endereços da organização criminosa, o que caracteriza obstrução à Justiça.
Uso de laranjas
Na busca e apreensão realizada no mês de março foi apreendido material relacionado com uma série de outros crimes, como a abertura de várias empresas e a colocação de vários bens móveis e imóveis no nome de laranjas, que mal sabiam escrever os próprios nomes, com a finalidade de lavar o dinheiro e os bens, ainda conforme o Ministério Público.
Além disso, foram contratados vários empréstimos em instituições financeiras no nome de empresas em nome de laranjas, que deixaram dívidas, que somam valores superiores a R$ 5 milhões, no nome das vítimas. O grupo também utilizava empresas em nome de laranjas para a participação em licitações na Prefeitura Municipal de Jaguaribe, caracterizando crimes licitatórios.
A segunda fase da operação “A profecia” contou com o apoio de mais de 30 policiais civis de equipes de Jaguaribe e Fortaleza, de oito delegados da Polícia Civil e dos promotores de Justiça Eloilson Augusto da Silva Landim e Edilson Izaias de Jesus Junior. Os mandados de prisão preventiva foram concedidos pelo juiz titular da Comarca de Jaguaribe, Lucas Medeiros de Lima.
As audiências de custódia serão realizadas ainda nesta quinta-feira com o juiz e o promotor de Justiça Edilson Izaias de Jesus Junior.
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