segunda-feira, 2 de outubro de 2017

NO CEARÁ Grupo preso em concurso para agente penitenciário planejava fraude em prova do Detran. As informações são da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS); Ao todo, 22 pessoas foram presas no domingo (1º).


Durante o concurso para agente penitenciário, três homens foram presos e apontados como gerenciadores do grupo ( Foto: Helene Santos )


A operação, intitulada "Boa Fé", se iniciou há cerca de um mês através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas organizadas (Draco) ( Foto: Helene Santos )

grupo preso por articulação de esquema de fraude no concurso paraagente penitenciário do Ceará, no último domingo (1º), já estaria planejando atuar no concurso do Detran, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). As 22 pessoas foram presas e, junto delas, foram apreendidos diversos pontos eletrônicos, anotações referentes a negócios ilícitos, uma arma de fogo e munições. 

> Grupo é detido ao tentar fraudar prova do concurso para agente penitenciário

A operação, intitulada "Boa Fé", se iniciou há cerca de um mês através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas organizadas (Draco). De início, de acordo com o delegado Harley Alencar, as informações preliminares eram sobre um grupo que atuava em concursos municipais e estaduais realizados em território cearense. Entretanto, com o desdobramento das investigações, foi descoberto um segundo grupo, no qual pessoas de outros estados também estariam concorrendo a certames feitos aqui no Ceará.

Durante o concurso para agente penitenciário, três homens foram presos e apontados comogerenciadores do grupo e, além disso, 19 candidatos tiveram a tentativa de fraude frustrada. "Com essas prisões, nós conseguimos evitar que pessoas mal intencionadas assumissem um cargo tão importante", afirmou Harley Alencar.

Esquema

O Policial Militar Glaudemir Ribeiro do Nascimento, 35 anos, o PM Albanir Almeida Vasconcelos, de 32, e o guarda municipal de Fortaleza Aurélio Moraes da Silva foram apontados como os chefes do esquema. Ainda segundo a SSPDS, Glaudemir faria a prova e repassaria as respostas via mensagens para Aurélio e os outros envolvidos. Após a passagem das informações, os pontos eletrônicos seriam ligados para contar as respostas aos candidatos. 

Depois da aprovação no concurso, quando assumisse a vaga, a pessoa deveria pagar dez vezes o valor do salário ao grupo. Mesmo assim, uma quantia deveria ser antecipada a Glaudemir antes do certame.

Todos candidatos que participaram do esquema foram liberados após o pagamento da fiança, que custou R$ 5 mil a cada um, mas seguem respondendo ao processo.

Por Diário do Nordeste

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