sábado, 16 de dezembro de 2017

CONTA FALSA Corpo de Bombeiros nega ter destratado mãe de estudante em rede social. A instituição registrou um Boletim de Ocorrência solicitando a exclusão do perfil, que utiliza imagens e informações supostamente oficiais.


Corpo de Bombeiros alega que página do Facebook é falsa
( Foto: Reprodução/Facebook )

Um grupo de 28 mães de estudantes que realizaram oconcurso de admissão do Colégio Militar do Corpo de BombeirosEscritora Rachel de Queiroz (CMCB) no último dia 18 de novembro acusam a corporação de ter respondido “de forma inadequada” a reclamações sobre o concurso nas redes sociais. 

Em uma das postagens na página no Facebook, que leva o título e o brasão do colégio, uma pessoa comentou estar "doente com a falta de compromisso do edital", e obteve como resposta do administrador: "Pode procurar um médico, então". A resposta multiplicou comentários negativossobre a administração da conta na rede social.

Em nota, o CMCB repudiou “a resposta descortês e ríspida” e informou que não é autor da página. O órgão esclareceu que os únicos canais online oficiais são “os siteshttp://www.cm.cb.ce.gov.br ehttp://cmcbceagenda.blogspot.com.br, não dispondo de Facebook, Instagram ou quaisquer outras redes sociais". A instituição registrou um Boletim de Ocorrência solicitando a exclusão do perfil, que utiliza imagens e informações supostamente oficiais.

Irregularidades

As reclamações enviadas pelas mães à página na rede social diziam respeito a supostas irregularidades no processo seletivo para novas turmas do colégio. Duas das principais queixas são relacionadas ao descumprimento de prazos e de conteúdos das provas, estabelecidos no edital.

"Estava no edital que iria cair questões de 1 a 50, mas na prova caiu de 1 a 90", exemplifica uma das mães, que prefere não ser identificada. Segundo ela, no documento também constava que “a prova seria dia 12 de novembro e o resultado sairia no dia 1º de dezembro, mas a prova foi adiada para o dia 18 de novembro e a data do resultado, para o dia 8 de dezembro", acrescenta.

Por meio de assessoria de comunicação, o órgão informoudesconhecer irregularidades no processo, e esclareceu que o adiamento de prazos se deu pelo número recorde de inscrições, "o maior em 19 anos de existência e três vezes superior aos resultados do Edital de Seleção de 2016".

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