sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

RODOVIAS FEDERAIS Fiscalização terá radares móveis e fotossensores. Fotossensores instalados nas BRs, que estavam desativados, já estão funcionando normalmente.

por Theyse Viana - Repórter

Após quase uma semana desligados e às vésperas dos feriadões de fim de ano, os radares eletrônicos das rodovias federais, incluindo as que cortam o Ceará, voltaram a funcionar no último dia 20, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os mais de 3 mil equipamentos tiveram a operação suspensa em todo o País, devido a pendências financeiras do órgão. Na Capital cearense, os fotossensores e placas de fiscalização chegaram a ser cobertos com sacolas pretas, numa medida inédita. Apesar do retorno, a Polícia Rodoviária Federal (PRF/CE) deve reforçar a fiscalização em todo o Estado com sete radares móveis, no período do fim de ano.

A vigilância rigorosa dos radares eletrônicos móveis e fixos resultou em um número alarmante. Frequente alvo de reclamações por parte de motoristas, em 2017, até este mês, foram computadas 96.111 multas nas BRs que cruzam o Estado, de acordo com dados do Sistema de Informações Gerenciais da PRF.

Conforme a PRF, a Operação Rodovida - iniciada no dia 22 deste mês e estendida até o dia 18 de fevereiro, pós-carnaval - deverá reforçar ações de forma específica, de acordo com as causas e perfis dos acidentes registrados em cada ponto. Segundo o inspetor da PRF Carlos Nunes, as principais infrações - e, consequentemente, causas de ocorrências - são relacionadas a tráfego em excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas.

"O trânsito é uma questão comportamental, um espaço de convivência, uma amostragem do que temos na sociedade. É triste, mas a prática nos mostra que o usuário não se preocupa com o risco à própria vida ou à do outro, mas com o impacto no bolso. Tem motorista que, quando vê o radar, logo diminui a velocidade", avalia Nunes, ressaltando que a ultrapassagem proibida está entre as três maiores causas de acidentes graves. "Um item que agrava qualquer outra infração é o não uso do cinto de segurança e do capacete. A gente tem fiscalizado muito a utilização correta dos dois".

Mortes

Outro número ainda mais sensível chama a atenção: segundo aponta Nunes, quase 50 mil pessoas morrem a cada ano, no Brasil, vítimas de acidentes de trânsito. Para reduzir as estatísticas em Fortaleza e em todo o território cearense, a PRF, integrada aos demais órgãos de segurança viária locais, deve intensificar ações educativas com os condutores, além de fortalecer a fiscalização de excessos de velocidade, ultrapassagens proibidas, não uso de cinto de segurança e direção após ingestão de bebidas alcoólicas, alvo da Lei Seca.

Para isso, o órgão contará com sete radares móveis, que complementam a cobertura dos fotossensores fixos, cuja operação concerne ao DNIT, para controle de velocidade nas vias. Somente em 2017, o Ceará registrou 1.921 acidentes de trânsito em rodovias federais, dos quais 342 ocorreram na Capital. Dos quatro pontos mais críticos em quantidade e gravidade de acidentes no Estado, como elenca a PRF, três estão na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O trecho líder fica entre os Km 0 e 14 da BR-116, da Avenida Aguanambi, no bairro de Fátima, ao bairro Messejana. Conforme explica o inspetor do órgão, "são pontos críticos devido ao grande fluxo de veículos".

No Anel Viário, que corta seis municípios da RMF e conta com 32km de extensão, é o segmento entre os Km 410 e 420 da BR-020 que responde pela maior parte das ocorrências. "Devido às obras para o trecho duplicado, há muito congestionamento. A questão da infraestrutura soma-se à falta de atenção do condutor e gera esse cenário", analisa o agente, que ressalta ainda a BR-222, na extensão do Km 0 ao 20, ligação entre Fortaleza e Caucaia, como terceiro ponto crítico de acidentes na Capital.

Serra

Já no Interior do Estado, a Serra de Tianguá, distante cerca de 310km de Fortaleza, também se destaca como região de risco na BR-222, por volta do Km 300. Conforme o inspetor Nunes, a baixa visibilidade e a ausência de acostamento contribuem para ampliar o número de acidentes na área. "É uma pista simples, sem obstáculo sólido separando as faixas. O maior problema é de colisões frontais por ultrapassagens indevidas. Na quadra chuvosa, a situação piora. No feridão de Natal, registramos um grave acidente causado pelo uso de pneus em mau estado".

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