quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

CRIMES AMBIENTAIS R$ 32 mi em multas foram aplicados no CE. A apreensão de pescados também aumentou, se comparados os anos de 2016 e 2017.


Desmatamentos ocorrem por motivos como a produção de pasto, agricultura e empreendimentos imobiliários; queimadas acontecem para o preparo do terreno, a fim de receber o plantio, ou por motivação criminosa ( Foto: Wandemberg Belém )

Com o intuito de coibir crimes ambientais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Ceará (Ibama-CE) realizou 32 operações de fiscalização no Estado no ano de 2017, segundo balanço divulgado. Ao todo, 805 autos de infração foram registrados em 103 municípios cearenses, entre eles por animais silvestres e pescados apreendidos, além de áreas embargadas por desmatamento e queima irregular. As violações resultaram em mais de R$ 32 milhões em multas. No ano de 2016, apesar de terem sido realizados 1.433 autos de infração em 132 municípios, pouco mais de R$20 milhões foram aplicados.

De acordo com o superintendente do Ibama-CE, Herbert Lobo, essa variação é atribuída à eficiência com os instrumentos de fiscalização. "Nós conseguimos gerar R$ 12 milhões a mais com menos autos de infração. Isso é reflexo do trabalho com mais inteligência e geoprocessamento para identificar as áreas com constante desmatamento", explica Herbert.

Geoprocessamento

Segundo ele, com a técnica de geoprocessamento, as equipes de fiscalização são mais assertivas, pois vão em lugares predefinidos, com histórico de desmatamento ilegal, ao invés de ficar sobrevoando o Estado em busca das ocorrências.

A diferença é, de fato, significativa. Em 2016, apenas 203 hectares de áreas embargadas por desmatamento e queima irregular foram registradas. Já em 2017 foram 1.500 hectares.

O superintendente reforça que, em todo o Ceará, os desmatamentos ocorrem por diversos motivos, como a produção de pasto, agricultura e empreendimentos imobiliários. Alguns impactos da queima irregular são a má qualidade do ar, escassez de água e mudanças climáticas, que afetam boa parte do Estado.

A apreensão de pescados também aumentou consideravelmente se comparados os anos de 2016 e 2017. No primeiro ano, apenas 918 kg de pescados (lagosta, peixe e caranguejo) foram apreendidos. Já no ano passado, 22.626 kg foram capturados, sendo 16.158 kg apenas de lagosta. O número é também resultado do trabalho de inteligência, apesar do desafio de fiscalizar sem um barco em alto mar.

A dificuldade deve cessar em breve, segundo Herbert. "Há algum tempo, o Ibama estava sem condições operacionais para realizar fiscalização no mar, mas estamos viabilizando um barco e até abril retornaremos com a fiscalização marinha", garante.

Atualmente, os animais são apreendidos ou no desembarque dos navios pesqueiros em cidades como Icapuí e Itarema, ou em frigoríficos e restaurantes que não tenham comprovação de origem dos produtos.

Animais silvestres

Em geral, de acordo com Herbert, a maior parte das apreensões no Ceará são de aves silvestres, principalmente na região Centro-sul do Estado e em Inhamuns. Em 2017, 3.170 animais silvestres foram apreendidos, dos quais mais de 90% são pássaros. "Temos um trabalho de inteligência que tenta identificar quais os principais traficantes de animais silvestres. Quase sempre essas pessoas são reincidentes, então constantemente o Ibama monitora a movimentação desses indivíduos", salienta.

As redes sociais também são uma ajuda em potencial, relata Herbert, já que muitos comerciantes colocam os animais à venda através das plataformas digitais. Para quem vende ou cria as aves, a multa mínima é de R$500,00 por pássaro, e o valor varia de acordo com a espécie e tipo de crime (venda, criação, indivíduo reincidente em crimes ambientais, entre outros aspectos). Além das aves, répteis e mamíferos também são apreendidos, ainda que em menor quantidade. Colaborou Ana Cajado

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