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sexta-feira, 2 de março de 2018

DESASTRES - Capital enfrenta problemas em 89 áreas de risco


Só nos dois primeiros meses deste ano, a Defesa Civil recebeu 113 chamados por risco de desabamentos


A Defesa Civil do Município registrou 1.213 ocorrências, sendo 720 riscos de desabamentos, 100 desabamentos e 160 alagamentos ( Foto: Natinho Rodrigues )

 por Nícolas Paulino - Repórter

O cearense se fia à quadra chuvosa porque é esperança de boa recarga nos açudes e de manutenção da água nas torneiras durante o resto do ano. Contudo, a chuva que provê é a mesma que gera transtornos, principalmente na Fortaleza inchada pelo histórico crescimento desordenado. Em toda a cidade, 89 áreas de risco mapeadas pela Prefeitura são reféns de possíveis alagamentos, inundações, deslizamentos e desabamentos, colocando em xeque a segurança de cerca de 25 mil famílias que nelas residem, segundo a Defesa Civil do município.


Só no ano passado, o órgão de gestão de risco e gerenciamento de desastres registrou 1.213 ocorrências, sendo 720 riscos de desabamentos, 100 desabamentos e 160 alagamentos; 72,8% (884) dos sinistros ocorreu no primeiro semestre do ano, período que, historicamente, concentra as maiores precipitações na cidade. Março foi o mês com maior número de ocorrências - foram 310 no total.


As Regionais V e VI concentram a maior quantidade de problemas, com 22 áreas de risco cada. Em seguida, vêm as regionais III (16), II (14), I (8) e IV (7). Os pontos mais críticos estão localizados em comunidades às margens dos rios Maranguapinho e Cocó; no Morro Santa Terezinha, no Mucuripe; no Canal do Lagamar, no São João do Tauape, e no bairro Vila Velha, onde há residências na área de mangue do Rio Ceará.


Nos dois primeiros meses de 2018, a Defesa Civil recebeu 113 chamados por riscos de desabamento; porém, só seis se concretizaram: três em janeiro e três em fevereiro. Além disso, nesses dois meses, houve 21 chamados por alagamento.


Segundo o coordenador das Regionais e do Comitê da Quadra Chuvosa 2018 de Fortaleza, Renato Lima, todas as áreas de risco recebem monitoramento periódico, mas aqueles localizados nas Regionais V e VI demandam maior atenção.


O Plano Plurianual da gestão municipal 2018-2021 afirma que "essas áreas não possuem infraestrutura adequada" e reconhece que "Fortaleza possui uma cultura de prevenção e autoproteção relativamente jovem e não inserida em um contexto social intuitivo e de preservação". Desta forma, destaca como "imperiosa" a necessidade de coordenação dos eixos da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil: prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de desastres.


O Comitê chama atenção para o fato de que a maioria das construções foi realizada durante o período de seca, dando uma falsa impressão de segurança. Por isso, atua desde o ano passado na prevenção de sinistros durante a quadra chuvosa, promovendo 85 limpezas de canais, lagoas e rios desde agosto de 2017. A meta é chegar a 140 reservatórios limpos até abril. Também foram realizadas 1.051 desobstruções de bueiros e bocas de lobo nos dois primeiros meses deste ano.


Aluguel


A assistência à população é uma das atividades que faz parte da fase de resposta ao desastre. Em 2017, 2.145 benefícios do Programa Locação Social (PLS) foram concedidos, via Defesa Civil, a famílias que viviam em áreas de risco iminente ou que tenham sido atingidas por qualquer espécie de desastre natural. Em média, foram 178 benefícios distribuídos por mês.

Conforme o Decreto nº 13.579/2015, a Secretaria Municipal da Segurança Cidadã (Sesec) pode conceder até 550 auxílios mensais. Dentro do Programa, as famílias recebem auxílio financeiro de R$ 420 para alugar "uma moradia segura". O provento pode ser renovado por até dois anos, mediante reavaliação semestral que constate a continuidade da condição que justificou o ingresso do beneficiário.

Desalojados

Além do aluguel social, conforme balanço da Célula de Apoio à Vulnerabilidade Social (Ceavus) do órgão, 87 famílias desalojadas foram abrigadas em casa de familiares ou amigos e assistidas pela Defesa Civil com entrega de cestas básicas. Outras 28 foram alocadas em casas cedidas. Cinco famílias também foram contempladas com unidades habitacionais.

Serviços de ações preventivas e emergenciais podem ser solicitados por meio do telefone 190, da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), ou do 156, o Canal de Comunicação da Prefeitura.


© Diário do Nordeste

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